Idosa morre ao ver marido sendo agredido em hospital - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
São 20 UTIs Covid em Gravataí - Foto: Arquivo

Idosa morre ao ver marido sendo agredido em hospital

Ele teria sido acusado de furtar o celular de uma funcionária do Hospital Dom João Becker

Gravataí – Um caso de agressão no hospital Dom João Becker, em Gravataí, acabou com a morte de uma mulher na madrugada de sábado (18) e vai ser investigado pela 1ª Delegacia de Polícia. Everaldo da Silva Fonseca, de 62 anos, estava acompanhando a esposa, Maria Gonçalves Lopes, internada para tratar de problemas no fígado, quando foi surpreendido pela acusação de ter furtado o celular de uma servidora do plantão.

Publicidade

As agressões iniciaram pouco antes das 3 horas da madrugada, ganhou grande repercussão nas redes sociais e virou notícia em diversos sites no Brasil. Um dos filhos do casal, Jonatas Lopes Fonseca, em vídeo gravado pelo site Giro de Gravataí, contou que estava em casa quando recebeu uma ligação do pai informando que estava sendo agredido. “Pegaram o meu pai, chutaram e derem um monte de soco, tocaram as coisas aqui na rua. A enfermeira teve a capacidade de revirar as fraldas da minha mãe. Chamaram ele de negro”, disse.

O início das agressões com questionamentos sobre o celular iniciaram na frente da esposa de Everaldo. Ela pediu socorro, gritou para que parassem a agressão enquanto tinha suas fraldas retiradas na busca do aparelho. Ela acabou sofrendo um infarto e morreu. O aparelho foi encontrado logo em seguida em uma sala dos funcionários. Já na rua, Everaldo contou que pediram desculpas e ainda ofereceram para ele maça e bolachas.

O delegado Márcio Zaquello já tem conhecimento da ocorrência policial registrada na tarde de sábado e vai instaurar um inquérito para investigar o caso. Agressões, lesões corporais e injúria racial são alguns dos crimes a serem investigados, além de o episódio ter provocado a morte de Maria, com quem Everaldo era casado há 32 anos. O hospital Dom João Becker se manifestou apenas através de uma nota enviada aos veículos de imprensa (leia abaixo).

Publicidade

Nota oficial

Com relação ao fato questionado, ocorrido nas dependências do Hospital Dom João Becker na madrugada deste sábado, 18/04, envolvendo familiar e paciente, informamos que será imediatamente aberta uma sindicância interna para averiguação. Uma vez feita a apuração, com base no Código de Conduta vigente em todos os hospitais da Santa Cara de Misericórdia de Porto Alegre, serão tomadas as providências cabíveis, tendo como premissa essencial a verdade dos fatos.

Hospital Dom João Becker

Gravataí, 18 de abril de 2020

Hospital é alvo de várias denúncias

O hospital passou a ser administrado em 2018 pelo Grupo Santa Casa e tem sido frequentes as reclamações e denúncias contra funcionários e procedimentos adotados. Em janeiro deste ano, um homem acusou enfermeiras de agredirem sua mãe e outra mulher que estava internada ao lado, além de apontar que os lençóis não eram trocados há mais de uma semana. Ele chegou a fazer todos dos braços da mulher com manchas rochas das agressões.

Já no início de março, Jeniffer Gabriela de Lima, 22 anos, perdeu o filho. Ela relatou em redes sociais que estava sentindo contrações e dores fortes a algumas horas e a equipe médica do hospital se negou em fazer uma cesariana, mesmo com o marido, Marcel Paulo Peçanha, 34 anos, dizendo que pagaria.

Quando o quadro ficou complicado, romperam a bolsa e saiu apenas um líquido preto. Ela foi levada para a mesa de cirurgia, mas já era tarde. Theo estava morto. Em nota na época, o hospital disse que seguiu “todos os protocolos de atendimento assistencial foram prestados de acordo com o estabelecido pelos órgãos municipal, estadual e federal de saúde”. O caso está sendo investigado pela 1ª DP de Gravataí.

Publicidade
Compartilhe essa notícia
error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.