Gravataí

Grupos de convivência dos Cras assistem a peça teatral “Cédula Vi[D]va”

Grupos de convivência dos Cras assistem a peça teatral “Cédula Vi[D]va”

Gravataí – Assim como saúde e educação são essenciais, o contato com a arte também precisa fazer parte da vida da população. Pensando nisso, os grupos de convivência dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) participaram de uma tarde de teatro na última terça-feira (6). A plateia, formada por integrantes dos Cras Anitta, Barnabé e Centro, assistiu ao espetáculo “Cédula Vi[D]va”, interpretado pelas alunas e alunos da oficina de teatro adulto de Gravataí.

A apresentação levou o público a refletir sobre uma vida inteira pautada pelo dinheiro e questões como alienação socioeconômica. O roteiro da peça foi baseado no conto “Cédula Viva” de Marcelo Spalding, do livro “Minicontos e Muito Mais”. Um trabalho performático, cênico e social.

A ideia da ação veio a partir da vontade da Secretaria da Família, Cidadania e Assistência Social (SMFCAS) em promover uma atividade diferente aos grupos de convivência dos Cras. Dessa forma, o convite foi feito ao grupo de teatro da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (SMCEL), que se prontificou a interpretar a peça.

Ana Paula Constante, funcionária do Cras Centro, contou que a ideia partiu da assistente social Clarice e então foi compartilhada com os outros Centros. “A gente conversou e eu achei uma ideia muito boa. Tínhamos pensado em fazer algo que a gente pudesse proporcionar o contato com a cultura, pois ela também faz parte e é importante para o atendimento dos usuários”, relatou.

Após a apresentação da peça ocorreu uma roda de conversa entre todos os participantes sobre a importância da arte na vida das pessoas e o debate levantado durante o espetáculo.

Alguns atores e atrizes relataram terem vencido a timidez depois de participarem das oficinas. Segundo a atriz Isab-El Soares, a sua atuação nas oficinas propiciou a melhora de sua oratória e fala. Bruna, que também faz parte do elenco, complementa dizendo que as oficinas de teatro têm lhe ajudado a superar a timidez. “O importante dessa vida é estarmos em movimento. Estar produzindo, fazendo, trocando com outros”, observou a professora de teatro Izabel Cristina, a respeito da realização e participação dos alunos nas oficinas de teatro.

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