Gravataí

Gravataí identifica 23 focos de dengue e intensifica fumacês

Informações ajudam a direcionar estratégias de controle do Aedes aegypti

Gravataí – A Prefeitura de Gravataí divulgou os dados das ações de monitoramento e controle da dengue realizadas entre os meses de março e abril de 2026. O levantamento aponta a identificação de 23 focos do mosquito Aedes aegypti e a realização de 24 aplicações de inseticida por nebulização espacial, conhecida como fumacê.

As atividades foram executadas pelos agentes de combate às endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e coordenadas pelo Núcleo de Vigilância dos Riscos e Agravos Ambientais Biológicos (NVRAAB), vinculado ao Departamento de Vigilância em Saúde (Viemsa). Durante o segundo bimestre do ano, foram vistoriados 21.555 imóveis em diferentes regiões da cidade, incluindo residências, condomínios, prédios públicos e órgãos municipais. O número representa um aumento de 37,31% em comparação ao primeiro bimestre de 2026.

Nas inspeções, os agentes realizaram 531 coletas de larvas de mosquitos. Desse total, 303 amostras, o equivalente a 57%, foram identificadas como pertencentes à espécie Aedes aegypti, transmissora da dengue, zika e chikungunya. O monitoramento também contou com a instalação de 200 ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença do mosquito por meio da coleta de ovos. Ao longo do período, foram recolhidos cerca de 9 mil ovos do gênero Aedes, número inferior ao registrado nos meses de janeiro e fevereiro.

Na área da vigilância epidemiológica, foram notificados 92 casos suspeitos de dengue. A partir dessas notificações, equipes da saúde realizaram 58 Pesquisas Vetoriais Especiais (PVEs), procedimento que permitiu localizar os 23 focos do mosquito e direcionar as ações de combate.Apesar da redução na quantidade de larvas e ovos encontrados em relação ao primeiro bimestre, a Secretaria da Saúde alerta para a necessidade de manter os cuidados durante o inverno.


Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue em Gravataí, o biólogo Róbinson Martins Korschner, os ovos do Aedes aegypti podem permanecer viáveis por vários meses em ambientes secos e voltar a eclodir quando as temperaturas aumentam. Por isso, a orientação é que a população continue eliminando recipientes que possam acumular água, mesmo durante os períodos mais frios do ano, contribuindo para evitar a proliferação do mosquito e a ocorrência de novos casos da doença.

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