POLÍCIA

Gerente financeiro de “consórcio” de facções é preso em Cachoeirinha

Ação da Polícia Civil desencadeada nesta quinta-feira (17) é desdobramento de operação onde ex-vereador de Cachoeirinha foi preso

Cachoeirinha – O gerente financeiro de uma espécie de “consórcio” entre facções rivais no Rio Grande do Sul, firmado para compra e distribuição de maconha do Paraguai no Rio Grande do Sul, foi preso na manhã desta quinta-feira (17) em Cachoeirinha. Ele seria proprietário de uma revenda de automóveis e usava tornozeleira eletrônica. A operação desta quinta é um desdobramento de operação realizada no ano passado quando um ex-vereador de Cachoeirinha foi preso.

Na manhã desta quinta, por intermédio da Delegacia de Repressão a Lavagem de Dinheiro e Divisão de Inteligência (DRLD/DIPAC) do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), foi deflagrada Operação Partícipes. Coordenados pelos delegados Adriano Nonnenmacher e Wagner Dalcin, a operação é seguimento da Operação Consortium, deflagrada em dezembro de 2022, com a finalidade de desmantelar células financeiras de organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. A ação teve apoio operacional da DINARC/DENARC, DEIC, DPM e SUSEPE.

Foram cumpridas 20 ordens judiciais, dentre prisão preventiva, mandados de busca e indisponibilidade/sequestro de bens, veículos, imóveis, contas bancárias, ativos nas residências nas cidades de Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha e Charqueadas, junto a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).


Os ativos sequestrados podem chegar a mais de R$ 1.000.000,00. O núcleo alvo da operação é responsável pela gerência financeira e interligação entre alguns integrantes de facção sediada no Vale dos Sinos com líderes de organização criminosa atuante na zona leste de Porto Alegre, alguns já indiciados e presos preventivamente na primeira fase. O grupo teria movimentado nos últimos três anos, conforme as investigações, cerca de R$ 217 milhões.

O modus identificado na lavagem de capitais em ambas as fases, após meses de análises bancárias, financeiras, fiscais, telemáticas, extração de dados telefônicos e diligências externas, concluiu que os traficantes, com atuação em nível de atacado, atuavam em várias cidades do RS, com conexões também em Santa Catarina e Paraná, usando o sistema financeiro para a dissimulação e pulverização de recursos ilícitos. Na modalidade ocultação de veículos de luxo, usavam laranjas para mascarar a propriedade real, bem como constante moeda de troca entre os membros e para o pagamento das negociações de compra de drogas e armas em outros Estados. Foram também constatados pagamentos fracionados, burlando fiscalizações bancárias, entre os operadores financeiros das diferentes facções.

Artigos relacionados

error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.