Funcionários do hospital Padre Jeremias entram em greve na segunda
Categoria reivindica o pagamento das rescisões trabalhistas tendo em vista a troca de gestão do hospital
Cachoeirinha – Funcionários do hospital Padre Jeremias iniciam às 7 horas da próxima segunda-feira (1) uma greve reivindicando o pagamento das rescisões trabalhistas uma vez que a gestão será trocada no próximo dia 8 de abril. A Fundação Universitária de Cardiologia – Instituto de Cardiologia deixará a administração que será assumida pelo Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, em um contrato emergencial de 180 dias.
Segundo o tesoureiro do Sindisaúde-RS, Arlindo Nelson Ritter, a categoria vai manter 30% do efetivo e casos graves não deixarão de ser atendidos. Nos demais, as pessoas serão orientadas a procurarem a rede municipal, especialmente a UPA 24 Horas. Em Alvorada, uma greve também inicia na próxima segunda. Os dois hospitais são administrados pela Fundação Universitária, cujos representantes da recuperação judicial, em mediação realizada na última terça-feira (26) no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, disseram que não há recursos para o pagamento das rescisões.
São 970 trabalhadores nos dois hospitais e seriam necessários R$ 41 milhões para o pagamento das verbas rescisórias. Seis sindicatos presentes na mediação aprovaram um pedido ao Estado para que fosse adiada a troca das administrações enquanto as negociações estivessem em andamento. Outra alternativa seria o Estado assumir o pagamento das rescisões.
A Procuradoria-Geral do Estado respondeu que a troca das gestões não será suspensa, mas deixou aberta a possibilidade de haver uma negociação sobre o pagamento dos trabalhadores cabendo à Fundação Universitária apresentar uma proposta.
A greve foi aprovada por funcionários do Padre Jeremias em assembleia realizada no pátio do Padre Jeremias na última quarta-feira (27). O presidente do Sindisaúde-RS, Júlio Jesien, destaca que os direitos dos trabalhadores estão sendo ignorados.

Categoria aprovou greve em assembleia na última quarta
“Tem uma obviedade que nunca é dita para a sociedade: ninguém quer estar em greve. A greve é o último instrumento de luta da classe trabalhadora quando seus direitos são simplesmente ignorados. É o que está acontecendo com Cachoeirinha e, por isso, a categoria decidiu parar. Porém, trabalhadoras e trabalhadores da saúde sabem de sua importância para a sociedade, e estão ainda dando essa chance ao governador Leite, para que se possa construir uma saída negociada que contemple todos direitos trabalhistas dessas 970 trabalhadoras e trabalhadores”, argumentou.

