Sindicatos querem adiar nova gestão no Padre Jeremias e ameaçam greve
Fundação de Cardiologia, em mediação no TRT4, disse que não tem como pagar rescisões dos trabalhadores
Cachoeirinha – A Fundação Universitária de Cardiologia – Instituto de Cardiologia, que está em recuperação judicial, não tem como pagar as verbas rescisórias de cerca de 930 trabalhadores dos hospitais de Alvorada e Padre Jeremias, em Cachoeirinha. Ambos vão mudar de gestão em abril depois de o Estado ter feito uma contratação emergencial. O Padre Jeremias será administrado pelo Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul.
Em uma mediação realizada nesta terça-feira (26) no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, os representantes da recuperação judicial da Fundação Universitária, Augusto Von Saltiel e Fabio Cainelli de Almeida, disseram que não há recursos para o pagamento de R$ 41 milhões relativo às rescisões dos funcionários que atuam em Alvorada e Cachoeirinha. E não há também a possibilidade de parcelamento.
Ficou definido na mediação um pedido de suspensão temporária do início da nova gestão nos dois hospitais enquanto seguem as negociações para garantir aos trabalhadores o recebimento das rescisões. No caso de uma resposta negativa, cuja resposta dos representantes do Estado será dada até quarta-feira (27), os representantes dos cinco sindicados pediram para que haja uma manifestação se o caixa da secretaria estadual da Saúde conseguiria cobrir o valor das rescisões.
Os sindicatos pretendem fazer uma greve nos dois hospitais e aceitam analisar a possibilidade de adiar o início caso o Estado suspenda os contratos com o Ana Nery, no Padre Jeremias, e com a Associação Beneficente João Paulo II, no Hospital de Alvorada. Uma nova reunião de mediação foi marcada para o dia 4 de abril, às 14 horas.
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