Farmácias serão pontos para denúncia de violência contra a mulher - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Sinal vermelho será usado como pedido de ajuda - Foto: Agência de Notícias CNJ

Farmácias serão pontos para denúncia de violência contra a mulher

Em Cachoeirinha, Panvel, São João, Droga Raia e Santa Terezinha são, até o momento, as lojas credenciadas na campanha

Cachoeirinha – Mulheres em situação de violência são infelizmente uma realidade no Brasil e, em tempos de isolamento, elas enfrentam mais um problema: a dificuldade em denunciar os agressores. Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançaram no mês passado a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica. A iniciativa tem como foco ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país.

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A ideia é que as vítimas possam encontrar uma forma de denunciar a violência doméstica fazendo um X vermelho na palma da mão e mostrem para os atendentes da farmácia, que estarão orientados sobre a forma como agir para encaminhar a denúncia aos órgãos competentes. “Tive contato com a campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”, do CNJ e da AMB, ao receber o documento como policial civil. Percebi que é importante divulgar este tema e oferecer o maior número de locais para o acolhimento das vítimas”, conta o vereador Marco Barbosa, que também é o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha.

Vereador está visitando farmácias para que mais lojas estejam conveniadas à campanha Sinal Vermelho – Foto: Assessoria

O protocolo é, de fato, simples: com um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, a vítima sinaliza que está em situação de violência. Com o nome e endereço da mulher em mãos, os atendentes das farmácias e drogarias que aderirem à campanha deverão ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação.

Em Cachoeirinha, as farmácias Panvel, São João e Droga Raia já estão credenciadas e qualquer outra farmácia pode aderir. A Farmácia Santa Terezinha, localizada na Avenida Flores da Cunha, assinou o termo de adesão para também ser local para que as mulheres vítimas da violência doméstica busquem ajuda. “Estive em uma farmácia que já tinha aderido e em uma que ainda não estava na campanha e que aceitou fazer parte deste projeto. Estou incentivando os estabelecimentos que ainda não aderiram para que participem”, ressalta o vereador.

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O projeto conta com a parceria de 10 mil farmácias e drogarias em todo o país. Confira aqui a lista com as redes de farmácia que assinaram o termo de adesão à campanha. “O objetivo é oferecer um canal silencioso, permitindo que essas mulheres se identifiquem nesses locais e, a partir daí, sejam ajudadas e tomadas as devidas soluções. É uma atitude relativamente simples, que exige dois gestos apenas: para a vítima, fazer um X nas mãos; para a farmácia, uma ligação”, disse a coordenadora do Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica do CNJ, conselheira Maria Cristiana Ziouva.

A criação da campanha é o primeiro resultado prático do grupo de trabalho criado pelo CNJ para elaborar estudos e ações emergenciais voltados a ajudar as vítimas de violência doméstica durante a fase do isolamento social. O grupo foi criado pela Portaria nº 70/2020, após a confirmação do aumento dos casos registrados contra a mulher durante a quarentena, determinada em todo o mundo como forma de evitar a transmissão do novo coronavírus. Em março e abril, o índice de feminicídio cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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