ENTREVISTA: "obrigada a Deus por me permitir recomeçar a vida" - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Alta comemorada - Foto: reprodução/Facebook

ENTREVISTA: “obrigada a Deus por me permitir recomeçar a vida”

Assessora do vereador Rubens Otávio ficou oito dias internada no hospital de campanha do Ginásio da Fátima

Cachoeirinha – Foram oito dias de angústia, preocupação e medo. Sozinha, isolada e sem poder receber visitas no hospital de campanha do Ginásio da Fátima enfrentando uma doença que já ceifou milhares de vidas no mundo. Nesta entrevista, Simone Almeida conta tudo o que aconteceu desde o primeiro dia que procurou atendimento no antigo posto 24 horas. Fala também sobre toda a polêmica envolvendo o vereador Rubens Otávio, de quem é assessora, elogia o atendimento médico e pede para que as pessoas levem a sério a doença e as medidas preventivas recomendadas pelas autoridades de saúde.

Você procurou o posto 12 horas dia 28 de abril e que sintomas apresentada? O que o médico te disse?

Simone – Procurei o médico porque estava com sintomas de gripe e um pouco de falta de ar. O médico me disse que o meus sintomas eram emocionais.

Você foste no evento do PSL no dia 3 de maio. Quando procurou atendimento médico novamente?

Simone – Fui no evento normalmente até porque não tinha nada, conforme me informou o médico. Durante o evento todo, em momento algum tirei a minha máscara, lavei as minhas mãos e mantinha sempre um distanciamento das pessoas. Até porque estava morta de medo de pegar a doença, pois sou fumante há muitos anos. No dia 6 voltei a procurar o médico novamente, pois parecia que um lado do meu corpo estava paralisado e estava sentido muito cansaço e a sensação de estar com febre e tinha falta de ar.

Qual foi o diagnóstico?

Simone – No dia 7 começaram com mais frequência as tosses e falta de ar e no dia 8 foi feito a coleta do exame pela equipe da saúde, na minha casa e daí para frente, através do App [aplicativo do coronavírus da secretaria da Saúde] comecei a ser monitorada pela enfermeira Bruna Cechin e pela médica Fernanda Stringari, da Secretaria da Saúde. E no dia 11, recebi o resultado do exame que deu positivo e fui para UPA sozinha, pois estava com muita falta de ar e tosse e lá fui atendida pelos médicos Alexandre Spiandorello e Beclerck de Castro. Rapidamente, os médicos realizaram todos os tramites e fui internada no hospital de campanha.

Como foi o tratamento no hospital de campanha no Ginásio da Fátima?

Simone – No hospital, imediatamente, eles começaram o tratamento com antibióticos e oxigênio.

Como foi o atendimento da equipe médica?

Simone – Chego a me emocionar quando penso no excelente atendimento que recebi destes médicos da UPA, equipe da secretaria da Saúde e do hospital da campanha. Ali no hospital de campanha, recebi muita atenção, cuidado e carinho. Mesmo com todas aquelas roupas, eu via eles sorrindo e me passando força pelos seus olhares. Todos estão de parabéns, são nota 1000.

Você chegou a fazer isolamento em casa a partir do dia 28?

Simone – Comecei a fazer o isolamento desde dia 7. Antes de ser diagnosticada, eu não saia na rua e quando saia usava máscara, álcool gel nas mãos e mantinha o distanciamento das pessoas. Tomava todo cuidado possível. Até agora não sei como peguei essa doença. Agora estou em casa e vou seguir em isolamento por mais 15 dias e seguirei com o repouso e a medicação.

Como você vê toda a polêmica que se criou desde a confirmação do teu caso? Chegou a acompanhar pelas redes sociais enquanto estava internada?

Simone – Desrespeito comigo e com a minha família. A doente era eu e não o Rubens [vereador Rubens Otávio, de quem é assessora]. Neste período todo, não tive contato algum com o ninguém. Fiquei muito, mais muito triste com esse palanque político que fizeram com a minha doença. Em momento algum, autorizei as pessoas usarem o meu nome nas redes sociais para falarem sobre a minha doença. Acho que tudo isto que estamos passando é para ter mais amor ao próximo, mas infelizmente as pessoas não entenderam ainda isto. Tomei conhecimento de toda esta polêmica após a minha chegada em casa. Antes não tinha contato algum com o mundo, só com os médicos e enfermeiros do hospital de campanha. Todos que tiveram contato comigo antes ser diagnosticada com a Covid-19, fizeram o teste e deu negativo.

Para quem acredita que essa doença não é grave, o que você teria a dizer?

Simone – Essa doença é grave sim. Todo cuidado é pouco e esse vírus está por todos os cantos. Use máscara, lave as mãos, evite sair de casa sem necessidade e se cuide.

Recomenda o distanciamento social, uso de máscara, sair de casa só se necessário, ter cuidados com a higiene das mãos e outras medidas?

Simone – Recomendo e recomendo todas as medidas. A prevenção é a melhor forma de combater esse vírus.

Para finalizar, o que mais você gostaria de dizer?

Simone – Obrigada a Deus por me permitir novamente a recomeçar a minha vida novamente. Sei que a missão é grande aqui e não podia terminar assim. Muito obrigada mesmo por todas as orações e mensagens positivas de todos vocês.

Reportagem de Rodrigo Alves com edição de Roque Lopes

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