Em assembleia tensa, Simca aprova proposta de reajuste salarial
Maioria concordou com os termos definidos na terceira reunião de negociação
Cachoeirinha – A maioria dos servidores municipais de Cachoeirinha aprovou a proposta do governo para um reajuste salarial de 5,44%, retroativo a 1º de maio, e mais 3,18% correspondendo a perdas a ser concedido em novembro. A assembleia geral do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca) foi realizada na noite desta quarta-feira (31) na Câmara de Vereadores e teve momentos de tensão com alguns representantes de categorias não concordando totalmente com a proposta do governo.
O desejo deles era o de ser mantida a negociação para pleitear o complemento da metade das perdas salariais de 36,7% acumulada nos últimos anos, com o aceite dos termos iniciais válidos a partir de 1ª de maio. Na votação, a maioria optou pela defesa realizada pela coordenadora do Simca, Valdete de Fátima Moreira. A direção do sindicato, antes da votação, abriu espaço igualitário para quem era a favor e contra se manifestar.
Valdete foi a última a falar e defendeu a aprovação salientando que as negociações com o governo continuarão para garantir o cumprimento dos pontos do acordo. Além dos percentuais sobre os salários, há uma promessa de aumento no vale-alimentação em setembro, já que ele não impactaria no comprometimento da receita corrente líquida nos gastos com pessoal para efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A coordenadora do Simca ainda destacou que era muito fácil para um médico, que ganha R$ 8 mil, defender a não concordância com a proposta do governo sem pensar nos servidores que ganham menos de um salário-mínimo. Há duas categorias que ganham R$ 1.210,49 e R$ 1.392,24, inferior ao mínimo regional de R$ 1.477,18, e precisam de complementação salarial. Este valor extra, pago desde 2011, porém, não entra no cálculo para aposentadoria. O governo prometeu realizar um estudo para encontrar uma forma de alinhar os vencimentos desses servidores com o piso regional.
Na proposta do governo aprovada há ainda a promessa de um estudo para estudo para instituir horas de atividades nas EMEIs e formação de uma comissão de estudo sobre o piso da enfermagem. Com a aprovação da proposta, a prefeitura vai enviar um projeto de lei para a Câmara e ele, por acordo de líderes, deverá ser votado na próxima terça-feira (6) em regime de urgência.
Confira como foi a assembleia:


