GRAVATAÍ

Eles querem saber tudo sobre deficiência visual

Os alunos do Colégio Dom Feliciano entrevistam a servidora do quadro Patrícia Lisboa

Publicidade
Invista em Gravataí/RS

Gravataí –O final da tarde da última quinta-feira (23), foi diferente na sala da Assessoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência. Três alunos do 5º ano do Colégio Dom Feliciano, de caderno e gravador em mãos, vieram entrevistar a servidora do local Patrícia Lisboa. Com deficiência visual desde os seus dois anos de idade, ela relatou a sua rotina de vida para os meninos de 10 anos.

Publicidade
Planeje suas conquistas com o Sicredi
Publicidade
Sogil, há 72 anos em novimento

No início, Bernardo Patella, Artur Tedesco e Matheus Rosing, pareciam um pouco tímidos, mas a curiosidade e a vontade de saber mais, fez com que eles quebrassem o gelo, fazendo todas as pergunta que haviam se proposto. “Queríamos saber como que as pessoas com deficiência visual vivem”, comenta Artur. Os meninos além da entrevista, farão uma atividade em casa, vendando os olhos e tentando realizar ações rotineiras, como escovar os dentes e lavar a louça. Todo este processo faz parte de um trabalho de iniciação científica em que eles escolheram o tema. Além de Bernardo, Artur e Matheus, faz parte também do grupo Vicente Vergara.

Publicidade

Patrícia falou sobre o seu dia a dia, sobre a sua rotina, o preconceito e como escolhe as roupas que vai vestir, por exemplo. “Tudo o que eu compro eu gravo uma característica tátil para reconhecer. É assim que escolho a roupa que irei vestir”, comenta. A servidora pública ainda escreveu em braile, no caderno do grupo, para eles verem como é o processo.

Publicidade
Envie sua sugestão de reportagem

Para encerrar a conversa, Patrícia ainda deu uma dica importante: “Quando vocês encontrarem alguma pessoa com deficiência visual na rua, sempre coloquem a mão em um dos braços e pergunte se ela precisa de ajuda. “Não fale de longe e sempre pergunte. Se ela precisar do auxílio, irá falar. Além disso, não chame de ceguinho. Sempre lembrem que muito além da deficiência, ele é uma pessoa. Não ache que é coitado e veja muito além da limitação física.”

Botão Voltar ao topo