Duas ações tentam barrar aulas presenciais; Simca decide greve nesta quarta - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Escola Granja Esperança dois dias antes do retorno às aulas: Fotos: Ação Judicial

Duas ações tentam barrar aulas presenciais; Simca decide greve nesta quarta

Sindicato dos Municipários e o Partido dos Trabalhadores ingressaram na Justiça

Cachoeirinha – As aulas presenciais na rede municipal de ensino de Cachoeirinha são alvo de duas ações. O Sindicato dos Municipários (Simca) pediu na Justiça comum a suspensão das atividades enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) optou pela Justiça do Trabalho. Em ambos os casos, antes de tomar uma decisão, os magistrados deram um prazo para a Prefeitura se manifestar.

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No caso do Simca, o prazo é dia 4 de março. Já no da ação do PT, é na próxima sexta-feira (26), conforme o advogado e ex-candidato a prefeito Jeferson Lazzarotto, que ocupa função no gabinete do vereador David Almansa.

O parlamentar usou a Tribuna do Legislativo nesta terça-feira (23) para comentar que a rede municipal está sem estrutura para o atendimento das crianças de forma presencial. Um outro parlamentar chegou a comentar que uma professora desmaiou em sala de aula onde as janelas estão emperradas.

O Simca denuncia que não há fornecimento de máscaras e demais EPIs e que algumas escolas abriram sem profissionais para fazerem a higienização. O sindicato defendeu que no primeiro trimestre deste ano fossem realizadas aulas apenas na modalidade remota, mas a proposta não foi aceita. Na noite desta quarta a entidade vai realizar uma assembleia geral por uma ferramenta online e vai votar se os profissionais da educação entram ou não em greve.

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Já o PT aponta, anexando fotos tiradas na véspera da retomada das aulas no ensino fundamental, que as escolas estão em estado de completo abandono. São salas de aula sujas, classe empilhadas e nas áreas externas mato que chega a ultrapassar a altura de uma criança.

“Ademais, as escolas municipais não tem efetivo para realizar a higienização e limpeza do ambiente escolar. Diversos relatos demonstram que as escolas estão sofrendo com o abandono e a falta de servidores de limpeza, tendo que os próprios professores e direção das escolas fazer serviço de limpeza. Temos uma escola do município que por 9 vezes foi arrombada durante a pandemia, sendo que duas vezes foram agora no ano de 2021, e teve todas as suas salas de aula vandalizadas. O sistema de gás foi roubado, a encanação foi destruída e os professores e servidores terão que abrir as suas portas, mesmo não tendo condições de acomodar os alunos de forma segura”, sustenta o partido na ação.

Escola Ivo Rech no dia 17 de fevereiro, um dia antes do retorno às aulas:

E continua: “Como se percebe, as escolas municipais não tem condições
de receberem os alunos, mesmo num período de normalidade, o que se dirá no meio de uma pandemia, onde protocolos de segurança, de limpeza são essenciais para a preservação das vidas de todas as pessoas envolvidas. É inconcebível o retorno das aulas de forma presencial”.

A secretária de Educação, Rosinha Lippert, havia dito à reportagem antes do reinício das atividades que todas as escolas estariam limpas e com profissionais para a higienização para receberem os alunos que optaram pelo ensino presencial. Ela destacou ainda que as escolas tinham recursos para a compra de EPIs e que a própria secretaria de Educação havia feito compras para suprir eventual falta. Nesta quarta, a reportagem tentou novo contato com a secretária e ela explicou que estava resolvendo uma questão em uma escola e que retornaria mais tarde.

Com a bandeira preta na região, mas com Cachoeirinha podendo adotar as regras da bandeira vermelha, somente as aulas presenciais para a educação infantil e dois primeiros anos do ensino fundamental estão ocorrendo na modalidade presencial para quem optou.

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