Defesas civis cobram agilidade dos governos para atender vítimas no RS
As cobranças ocorreram na reunião da Granpal, nesta terça em Cachoeirinha
Cachoeirinha – Coordenadores dos municípios que integram o Fórum de Defesa Civil da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) se reuniram nesta terça-feira (12) na sede da Defesa Civil de Cachoeirinha para avaliar o progresso dos planos de ação e contenção iniciados após as enchentes de maio. O encontro contou com a presença de 13 coordenadores municipais, além do vice-prefeito e dos secretários de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente de Cachoeirinha, representantes da Secretaria Nacional de Reconstrução, da Secretaria Estadual de Reconstrução e da Metroplan.
Durante a reunião, foram destacados os avanços nos projetos de proteção contra enchentes, como a implementação de diques, casas de bombas e o desassoreamento de rios. O presidente da Granpal, Marcelo Maranata, tem defendido, desde seu discurso de posse em abril, a dragagem dos rios, com ênfase no Lago Guaíba. Esses projetos estão sendo desenvolvidos em parceria entre os governos federal e estadual e visam fortalecer a infraestrutura de proteção, reduzindo os impactos de futuros eventos climáticos.
Outro ponto crítico abordado foi a dificuldade enfrentada por alguns municípios para acessar o auxílio de R$ 5.100,00 destinado às famílias atingidas pelas enchentes. Durante a reunião, foi anunciada a prorrogação do prazo para solicitação do auxílio, que originalmente se encerraria em 19 de novembro, até 4 de dezembro, permitindo que mais pessoas afetadas possam acessar o benefício. A Secretaria Nacional de Reconstrução também informou que equipamentos como geradores, lonas e lanternas serão disponibilizados imediatamente para os municípios da Região Metropolitana, reforçando a infraestrutura das defesas civis locais.

Vanderlei Marcos, coordenador do Fórum de Defesa Civil, destacou a necessidade urgente de apoio financeiro para a compra de equipamentos pelas defesas civis municipais, que atualmente têm total responsabilidade pela estruturação e operação das ações. “A expectativa é de que o apoio financeiro se concretize já no próximo ano, visto a alta demanda de trabalho das defesas civis”, afirmou Marcos.
A reunião também abordou a necessidade de novas medidas de suporte que devem ser implementadas em 2025, visando garantir que as defesas civis municipais estejam adequadamente equipadas para enfrentar os desafios climáticos futuros.




