POLÍTICA

Cristian quer doar áreas para a Corsan/Aegea; Jussara é contra

Projeto foi enviado para a Câmara de Vereadores para a empresa instalar elevatórias de esgoto

Cachoeirinha – O prefeito Cristian Wasem encaminhou projeto para a Câmara de Vereadores cedendo áreas para a Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil e a maior do mundo em número de pessoas atendidas, que comprou a Corsan, para a instalação de elevatórias de esgoto. Na Sessão desta terça-feira (1) da Câmara de Vereadores, a presidente do Legislativo, Jussara Caçapava, antecipou que é contra o projeto.

A vereadora lidera a Frente Parlamentar contra Multas e Taxas Abusivas da Corsan e se manifestou depois de o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Infraestrutura Urbana, Gilson Stuart, ter revelado que vai convocar a empresa para esclarecimentos. “Nós achamos que devemos chamar a empresa, que não é mais estatal, hoje é uma empresa privada, e então a gente precisa de esclarecimentos”, disse.

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O projeto do prefeito Cristian Wasem faz a cessão de uso gratuito de seis áreas de 6,25 metros quadrados nos leitos das ruas Tamoios, Travessa Aracy, Rua Castro Alves, Rua Dona Otília, Rua Gravataí e Rua Colorado para a instalação das elevatórias. Por elas vão passar esgoto coletado nessas regiões e que será conduzido até a estação de tratamento. A cessão é por 10 anos, mas pode ser prorrogada indefinidamente até que a empresa deixe de prestar o serviço.

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“Desde já sou obrigada a me manifestar. Quando falam da Corsan já vai me dando um calorão. Sou contra esse projeto da Corsan. Cessão de uso para a Corsan, se depender de mim, não, para deixar bem claro”, antecipou Jussara, apesar de ela não votar. Presidente do Legislativo, nesse tipo de projeto, vota apenas em caso de empate.

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O vereador Mano do Parque também manifestou sua contrariedade. “Eu quero dar os parabéns para a Comissão [presidida por Gilson] porque é inadmissível que o Município dê alguma coisa para a empresa que comanda a Corsan. Ela não dá nada para o contribuinte. Nada, nada, nada. Se ela trocar o lacre do registro, ela vai cobrar do contribuinte. Então, o Município também não tem que dar nada para ela. Concordo com a presidente e se vir para Plenário [o projeto para votação], também tem meu voto contrário”, avisou.

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