Contas de Miki chegam na Câmara e Otoniel quer conversa cara a cara
Tribunal de Contas do Estado enviou o de contas de 2020 para ser apreciada
Cachoeirinha – Tramita na Câmara de Vereadores o relatório final da prestação de contas de 2020 do então prefeito Miki Breier enviado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Foi o último da primeira gestão do ex-prefeito, que naquele ano foi reeleito. O parecer, inicialmente, era desfavorável, mas foi revertido após recurso do advogado de Miki. A recomendação do TCE passou a ser favorável com ressalvas.
O principal problema apontado no longo relatório foi o descontrole interno, com inúmeros erros administrativos, evidenciando que havia, conforme o site O Repórter noticiou na época, uma completa falta de gestão. São falhas de toda ordem, mas que não chegaram a acarretar prejuízos financeiros para a prefeitura.
Em 2020, Miki já tinha uma relação conflituosa com a Câmara. Ele iniciou a gestão em 2017 com todos os vereadores na base governista. Com o passar do tempo, por não atender pedidos dos parlamentares, começou a perder apoio.
Na época, o atual Líder do Governo Cristian Wasem, Otoniel Gomes, era o primeiro suplente do MDB. Com a saída de Francisco Belarmino Dias para assumir uma secretária, Otoniel chegou ao Legislativo. E achou que poderia votar conforme quisesse, sem seguir a orientação do Governo. E por não seguir o que era orientado, perdeu o cargo de suplente com o retorno do titular para sua cadeira.
Agora seria a hora da vingança, como lembrou Edison Cordeiro na última terça-feira (1), na Sessão da Câmara. Ele, contudo, pensa diferente. O parlamentar disse que as contas de 2020 tinham no TCE um parecer pela reprovação e o advogado de Miki reverteu. Na época tumultuada no Legislativo, Cordeiro foi um dos que defendeu a abertura de CPIs. “Montamos seis CPIs contra o prefeito Miki Breier e todas elas caíram, foram derrubadas. Mas agora eu poderia ser uma pessoa que iria me vingar do prefeito Miki. Não. Foram aprovadas as contas dele [no TCE]”, disse.
Já Otoniel não esqueceu a punição que recebeu por não seguir a orientação do Governo. “O prefeito [Miki] vai ter que vir me calar, que me tirou quando era suplente, agora tenho a chance de conversar com ele cara a cara. Ele reverteu todos os placares, mas o meu vai ter que reverter”, avisou. Dos vereadores da época tumultuada, somente seis continuam no Legislativo. Além de Edison Cordeiro e Otoniel Gomes, continuam Sandrinha, Gilson Stuart, Paulinho da Farmácia e Jussara Caçapava. Ainda não há uma definição sobre quando as contas de 2020 entram na Ordem do Dia para votação. Miki não precisa do voto de Otoniel para ter suas contas aprovadas.
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