Confirmado caso de dengue em Cachoeirinha

Cidade é uma das mais de 300 no Estado consideradas infestadas pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti
Cachoeirinha está entre as 349 cidades gaúchas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti e tem um caso confirmado de dengue. Conforme o Informativo Epidemiológico de Arboviroses, da semana de 28 de abril a 4 de maio, Cachoeirinha tem um caso importado, ou seja, não foi contraído dentro da cidade.
Não há informações mais detalhadas sobre o caso e bairro da pessoa infectada. A reportagem conseguiu apenas um contato rápido com o secretário da Saúde, Paulo Abrão, que preferiu não se aprofundar no assunto. Ele apenas confirmou caso e disse que as medidas necessárias para o bloqueio estão sendo tomadas.
O fumacê, uma das ações, não foi realizada ainda, segundo ele, por causa da chuva. “Não há risco de uma epidemia como estão falando. Porto Alegre tem mais de 60 casos e não há nenhum alarde. A população pode ficar tranquila”, disse.
Nas redes sociais, contudo, há reclamações. A moradora Claudete Soares conta em seu perfil que encontrou dentro da sua residência dois Aedes aegypti e que há 40 dias procurou a secretaria da Saúde para denunciar um terreno ao lado da sua moradia e o andar inferior do prédio onde mora.
Ela cita que a vereadora Jacqueline Ritter informou que os agentes estiveram no local. “Ou melhor, passaram na frente da residência e constataram não haver necessidade de vistoria. Ora, a cidade de Cachoeirinha está infestada de mosquitos. Vão esperar uma epidemia para tomar providências?”, questiona.
A vereadora, em seu perfil, diz que tentou ajudar a moradora e descobriu que o setor de combate ao Aedes aegypti não tinha transporte e nem os produtos para realizar o fumacê.
Neste trabalho de fiscalização, a vereadora inda descobriu que a prefeitura não realizou o cadastro obrigatório de dados no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). Nele, a secretaria de Saúde deve informar tudo o que investe para ser fiscalizada se está aplicando os percentuais mínimos exigidos pela legislação. Como consequência, a Prefeitura teve R$ 3 milhões de repasse do FPM bloqueados.
A reportagem tentou novo contato com o secretário da Saúde para ouvi-lo sobre os motivos que levaram ao não cadastramento de informações no sistema, mas ele não retornou o contato até a publicação desta matéria.
Transmissão e prevenção
A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O inseto tem em média menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, que é onde ele deposita os ovos. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto.
Recomenda-se:
- Tampar caixas d’água, tonéis e latões;
- Guardar garrafas vazias viradas para baixo;
- Guardar pneus sob abrigos;
- Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia;
- Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;
- Manter lixeiras fechadas;
- Manter piscinas tratadas o ano inteiro.
Fique atento aos sintomas
- Febre alta (maior que 38,5°C), de início abrupto e que dura entre 2 e 7 dias;
- Dores musculares intensas;
- Dor ao movimentar os olhos;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Dor de cabeça;
- Manchas vermelhas no corpo;
Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

