ELEIÇÕES 2020

Candidatos a prefeito revelam propostas para o trânsito em Cachoeirinha

Cachoeirinha não possui um projeto para o sistema viário e diversos gargalos causam transtornos para motoristas

Cachoeirinha – Não é de hoje que a cidade apresenta diversos gargalos no trânsito causando muitos transtornos para motoristas. A Frederico Ritter, por exemplo, apesar da duplicação registra em horários de pico longas filas nas duas faixas, começando já no cruzamento com a Avenida das Indústrias se estendendo até a região dos condomínios.

Na avenida Flores da Cunha, sentido Porto Alegre, quem usa o recuo de pista para entrar na Papa João XXIII não foge do problema de uma longa fila. O recuo acaba sendo pequeno. No caso da avenida, em 2010, chegou a ser elaborado um Plano Setorial prevendo o rebaixamento da pista na frente do shopping, no cruzamento com a Princesa Isabel e uma elevada para dar fluidez ao trânsito na esquina com a Papa. O projeto ficou apenas na consultoria contratada pela Prefeitura.

Diversos outros pontos da cidade apresentam problemas e algumas lutas da cidade podem resultar em nada, pelo menos a curto prazo. É o caso das alças de acesso pela Papa. O problema das longas filas que se formam no acesso da cidade pela Assis Brasil só vai se transferir de lugar. Perimetrais precisariam ser construídas.


O site oreporter.net ouviu os candidatos a prefeito sobre três temas que considera importantes e que não foram abordados na campanha eleitoral até o momento ou que tiveram pouca atenção. Nesta terceira matéria, os candidatos falam sobre esta questão viária.

Os questionamentos foram enviados aos candidatos pelo WhatsApp no dia 19 de outubro e foi dado um prazo de 10 dias para as respostas. A reportagem optou por este formato de entrevista para evitar contato pessoal seguindo recomendações de especialistas para evitar riscos de contágio pelo novo coronavírus. Os candidatos enviaram as respostas e novos questionamentos não foram realizados e elas estão publicadas abaixo como foram enviadas.

Nesta terceira matéria, as respostas estão a seguir e respeitam a ordem alfabética pelo nome que estará na urna eletrônica.

Os questionamentos enviados aos candidatos

Conforme a Política Nacional de Mobilidade Urbana, regrada pela Lei 12.587/12, Cachoeirinha deveria ter um plano de mobilidade urbana. Essa lei foi instituída para determinar aos municípios o planejamento e a execução da política de mobilidade, visando, principalmente, ao crescimento sustentável e ordenado das cidades brasileiras. Neste questionamento, abordamos os problemas que temos hoje em nosso sistema viário com diversos gargalos, especialmente em horários de pico. O senhor sabe se Cachoeirinha tem um Plano de Mobilidade Urbana? Como o senhor projeta resolver os gargalos existentes que provocam longos congestionamentos? Podemos ter alguma obra de arte na avenida Flores da Cunha (elevadas, por exemplo), novas perimetrais? O senhor pode detalhar como planeja atuar nesta área e explicar de onde tirará recursos para esses investimentos?

AS RESPOSTAS DOS CANDIDATOS

Antônio Teixeira – 18 – Coligação Amar Cachoeirinha, Sim!

Desconheço se Cachoeirinha tem um Plano de Mobilidade Urbana, atendendo a Lei 12.587/12. Se ele existe, então não atende aos interesses da sociedade. A Avenida Flores da Cunha é uma das três vias mais movimentadas do Rio Grande do Sul, junto com BR-116 e Freeway, por onde passa mais de 100 mil veículos por dia, o que é terrível no quesito da qualidade de vida e do bem estar social.

Vejo que a atual “política” privilegia automóveis e caminhões em detrimento dos ciclistas e pedestres. Não existem ciclovias puramente ditas e ciclistas arriscam suas vidas disputando espaço com demais veículos. No distrito industrial foram construídas ciclovias compartilhadas com calçadas, mas apresentam problemas para a circulação por causa do pavimento irregular e o mato tomando conta do trajeto. A situação para os pedestres é pior ainda. Existem semáforos na avenida Flores da Cunha onde o tempo para a travessia de pedestres é de apenas 13 segundos. Portanto, se existe algum Plano de Mobilidade Urbana, ele é leonino para atender pedestres, ciclistas e a coletividade.

Isso precisa mudar, é necessário humanizar a mobilidade no município. Ainda não percebemos a evolução do trânsito após a mudança de local da praça de pedágio da Freeway em Gravataí. O projeto de ciclovia apresentado pelo atual governo, com previsão de construção para daqui 120 dias, tem um traçado que não parece ser agradável para os ciclistas. Ano que vem será inaugurada a Alça de Acesso da rua Papa João XXIII. Estudar o fim dos “retornos” das paradas 53 e 55 na Avenida Flores da Cunha. Com as devidas correções, essas serão as mudanças a curto prazo. Em termos de projetos a médio e longo prazo, devemos pensar com carinho nos projetos da ERS-010 e no Anel Viário.

O acordo com os herdeiros do “Mato do Júlio” irá nos proporcionar a possibilidade de um trecho do Anel Viário passar rente à Freeway ligando a Alça de Acesso da Papa com o bairro Parque da Matriz. Com a ERS-010 haverá uma nova possibilidade de ligação de Cachoeirinha com Porto Alegre e a região do Vale dos Sinos. O importante mesmo é ter o projeto debaixo do braço e buscar recursos junto do Governo Estadual e com a União. Até lá, não existe previsão para construção de viadutos, tuneis e passarelas. Mas nosso plano inicial é humanizar a mobilidade urbana e tornar Cachoeirinha uma cidade segura e agradável para pedestres e ciclistas.

Delegado João Paulo – 11 – Cachoeirinha no Rumo Certo

Concluo que Cachoeirinha não possui um Plano de Mobilidade Urbana e o
resultado está evidente. A Secretaria Municipal respectiva sequer tem um profissional (Engenheiro de Tráfego) especializado no assunto. Para resolver os gargalos temos que ter projetos e estes devem ser desenvolvidos em consonância com o Plano Municipal que iremos desenvolver.

A principal avenida da cidade deve ser modernizada e adaptada à demanda de tráfego, de acordo com o que acontece nas cidades desenvolvidas. Planejamos atuar justamente como todo gestor deveria atuar, com planejamento e visão de futuro. Os recursos serão buscados a partir dos projetos, pois estes é que irão definir as necessidades. Eles existem e contamos com o apoio de uma das maiores bancadas de deputados estaduais e federais, incluindo um Senador, além de outros parlamentares federais que estão engajados em nossa campanha porque sabem que Cachoeirinha necessita mudar, mas para melhor.

Dr. Rubinho – 17 – Unidos por Cachoeirinha

Desconheço que o município tenha um plano de mobilidade urbana, em razão da situação caótica do trânsito da nossa cidade, inclusive com equipamentos medidores de velocidades, perpetuados em locais onde nunca ficou comprovado sua eficiência e eficácia, conforme na forma da legislação federal vigente ( resolução CONTRAN 396/2011 e 799/2020 (1º /11/20)

Com relação a possibilidades de obras de arte, sim Cachoeirinha é uma cidade que tem um corredor misto que é a Av. Flores da Cunha, onde recebe um VDM (volume diário médio) muito alto e maior que o fluxo da Free Way, exceto em finais de semana e feriados.

Podemos citar alguns locais que comportariam algumas obras:

a) Parada 59 cruzamentos da Av. José Brambila com Flores da Cunha, com o fito de proporcionar o trânsito livre nos dois sentidos Cachoeirinha Gravataí e vice versa, através de um viaduto.

b) Flores da Cunha com a Nilo Peçanha, um viaduto.

Jeferson Lazzarotto – 13 – Oposição de Verdade!

O candidato não teve interesse em responder aos questionamentos

Miki Breier – 40 – Cachoeirinha do Futuro

Primeiro é importante destacar que nos últimos quatro anos viemos trabalhando muito firmemente para sanear as contas e buscar o reequilíbrio econômico financeiro de Cachoeirinha, principalmente reenquadramento a cidade aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com a casa em ordem, no próximo governo, vamos conseguir buscar financiamentos para obras que são importantes para a melhoria da mobilidade.

Atualmente, Cachoeirinha observa todo os princípios e normas dispostos na Lei Nº 12.587, de 3 de Janeiro de 2012, relativas a mobilidade acessibilidade quando da elaboração e aprovação de projetos urbanísticos. Temos também estabelecidas as Diretrizes Viárias que são os principais eixos interligando Norte-Sul e Leste-Oeste da cidade. Entre as obras de maior impacto imediato que estão sendo projetadas pela Secretaria de Planejamento e Captação de Recursos, um viaduto sobre a Fernando Ferrari, facilitando os deslocamentos no cruzamento com a Avenida Flores da Cunha; a construção de uma passarela entre o Shopping e o Big, para permitir uma circulação melhor e mais segura para as pessoas diminuindo ainda a intercorrência do trânsito no local; e a construção da perimetral Sul, interligando Papa João XXIII ao parque da Matriz, como rota alternativa à Avenida principal.

Recentemente também conseguimos ajustar o projeto para o prolongamento da Avenida Caí, o que irá representar um grande salto na mobilidade de Cachoeirinha. Além disso, estamos trabalhando na consolidação do modal cicloviário, onde construção da ciclovia, já licitada, ao longo da Flores da Cunha é parte importante. Serão em torno de 4.600 metros, prioritariamente no canteiro central. A proposta é de que este novo trecho será integrando aos demais, como o da Avenida das Indústrias, Frederico Ritter e estrada dos Caetanos, permitindo larga utilização de bicicletas em todo território do município como alternativa ao veículo melhorando a mobilidade.

Pablo Hernandez – 27 – Democracia Cristã

Cachoeirinha tem Plano de Mobilidade Urbana, entretanto, pelo que percebemos esse plano não funciona. O grande gargalo é na Avenida Gen. Flores da Cunha (a principal). No horário de pico, se alguém se deslocar do centro de Gravataí até a ponte de Cachoeirinha, vai perceber que o trânsito flui bem até a parada 59, quando chega próximo ao Shopping do Vale já começa a ficar lento e que no centro da cidade já começa a ficar parado.

Para destrancar a Flores da Cunha, faremos algumas mudanças (de imediato) e alguns investimentos (num prazo maior). De imediato, os pardais e os azulzinhos que ficam com o bloco na mão embaixo das sinaleiras serão retirados. Ocorre que quando colocamos um pardal, com limite de 60km/h, as pessoas reduzem a velocidade para 40 ou 30km/h pelo medo de receber uma multa, o mesmo acontece quando um azulzinho fica de prontidão com o bloco na mão. Será diminuído o número de sinaleiras. Obras terão que ser feitas num prazo maior: como a construção de uma perimetral, viaduto e passarelas para pedestres. Faremos projetos e buscaremos verbas com o Governo Federal para viabilizar tais obras.

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