Câmara debate o fim dos contentores de lixo em Cachoeirinha
Proposta é terminar com os mínis lixões nos bairros devido à falta de conscientização das pessoas
Cachoeirinha – O fim do uso de containers de lixo, hoje chamados de contentores, especialmente nos bairros de Cachoeirinha, foi debatido na Câmara de Vereadores na Sessão da última terça-feira (15). O vereador Flávio Cabral levantou o tema ao apresentar o projeto de resolução criando a Frente Parlamentar de Combate ao Descarte Irregular de Lixo.
O principal problema relatado por parlamentares é a transformação dos contentores em mínis lixões em diversas ruas. Há descarte irregular de móveis e outros materiais ao lado e a ação de catadores. Alguns fazem barulho nas madrugadas procurando recicláveis e outros deixam lixo espalhado pela rua.
O vereador Leonardo da Costa destacou que a comunidade não está preparada para este tipo de coleta de lixo. “Eu acho que a nossa cidade não tem maturidade para ter uma coleta de container. Esse é um modelo europeu. Ele não nos serve. Para a gente ter uma coleta seletiva ou uma coleta domiciliar mesmo, em container, as pessoas tinham que ter uma responsabilidade mínima. E a nossa comunidade não tem”, comentou.
Para o parlamentar, a comunidade deveria ser consultada sobre a continuidade dos contentores ou a volta da coleta manual, como é realizada em alguns pontos da cidade. O vereador Paulinho da Farmácia se posicionou de forma contrária a continuidade da coleta por container e disse que em algumas ruas ou avenidas, como a Flores da Cunha, poderia ser mantida.
Gilson Stuart salientou que Cachoeirinha precisa copiar algumas cidades onde o problema foi resolvido. Ele não lembrava o nome de um município paulista e contou que lá foram 10 anos para educar o povo. “Onde é que se aprende a educação ambiental? É na escola, na igreja. A gente precisa envolver as pessoas”, disse.
A falta de conscientização das pessoas também foi abordada por Cléo do Onze. “Falta conscientização. Na minha rua uma moradora colocou um armário e chamei a atenção e disse que tinha Ecoponto e a mulher se desculpou. Ela disse que achava que a prefeitura iria recolher.”
Em meio ao debate, surgiram sugestões. Uilson Droppa revelou que será iniciado um trabalho de educação ambiental em escolas com a criação de patrulheiros mirins. O projeto piloto em uma escola terá 10 aulas a cargo da Patrulha Ambiental. Já Leonardo da Costa acrescentou que o investimento em cooperativas de reciclagem ajudaria a resolver o problema do descarte irregular de lixo na cidade.


