Cachoeirinha se aproxima da universalização do esgoto com 87,5% de cobertura
Com novas redes e obras em andamento, município deve superar em 2027 a meta de 90% prevista pelo Marco Legal para 2033
Cachoeirinha – Cachoeirinha chegou a 87,5% de cobertura de esgotamento sanitário. Com as obras atualmente em execução, a projeção é de que o município ultrapasse, já em 2027, os 90% de atendimento com coleta e tratamento de esgoto estabelecidos pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.
Recentemente, a Corsan implantou novas redes coletoras na Travessa Aracy e na Rua Dona Otília. Outras obras em execução permitirão que a cobertura continue avançando até superar os 90% previstos para o próximo ano.
Ao mesmo tempo em que amplia o sistema, a Corsan atua em parceria com a Prefeitura de Cachoeirinha na infraestrutura existente. Uma força-tarefa realiza serviços de desobstrução e manutenção das redes de esgotamento sanitário e de drenagem pluvial na Avenida Flores da Cunha e seu entorno. Com cerca de 4,5 quilômetros, a avenida atravessa 14 bairros e faz parte da rotina de milhares de pessoas na Região Metropolitana.
“A parceria com o município nos permite reunir o conhecimento técnico das nossas equipes com a percepção de quem acompanha diariamente as necessidades da cidade. A partir das prioridades identificadas em conjunto, direcionamos equipes e organizamos as ações para os pontos que mais precisam de atendimento”, explica Renata Rohde, gerente de Relações Institucionais da Corsan.
A manutenção preventiva ajuda a reduzir obstruções e transbordamentos da rede de esgoto e contribui para o funcionamento adequado dos sistemas durante períodos de chuva intensa. Parte dos entupimentos é provocada pelo descarte inadequado de óleo de cozinha, restos de alimentos, plásticos, panos e materiais de higiene pessoal. Por isso, o funcionamento do sistema também depende da participação da população.
Universalização começa a se tornar realidade
O avanço no esgotamento sanitário coloca Cachoeirinha entre os municípios atendidos pela Corsan mais próximos da universalização e mostra, na prática, um objetivo que ganha escala no Rio Grande do Sul: ampliar a rede em cidades já consolidadas, levando coleta e tratamento a regiões que ainda não contam com o serviço. Esteio, Aceguá e Pedras Altas já ultrapassaram 90% de cobertura. Torres chegou a 87,1%, Santa Maria a 83,2% e Quaraí a 81,9%.
São resultados especialmente relevantes diante do ponto de partida do Rio Grande do Sul.
Quando a Aegea assumiu a gestão da Corsan, em junho de 2023, apenas cerca de 19% da população atendida pela Companhia tinha acesso ao esgotamento sanitário. Atualmente, a cobertura está em torno de 30% e a projeção é chegar a 31% até dezembro.
Um ponto percentual pode parecer pouco, mas equivale a levar o serviço a cerca de 80 mil pessoas, população de cidades como Ijuí, Santo Ângelo ou Cachoeira do Sul. O desafio é ampliar esse movimento para que todos os municípios atendidos alcancem pelo menos 90% de cobertura com coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Para a diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, a aproximação de municípios como Cachoeirinha da universalização demonstra que uma transformação de longo prazo começa a produzir resultados concretos. “Universalizar o saneamento significa transformar cidades que já estão construídas, levando uma nova infraestrutura para ruas, bairros e comunidades onde a vida acontece todos os dias. Por isso, não é uma transformação que se faz apenas com investimento. Exige planejamento, execução, diálogo com os municípios e participação da população. Quando uma cidade se aproxima dos 90%, começamos a enxergar de forma muito concreta o resultado desse esforço coletivo e o legado que estamos construindo para as próximas gerações”, afirma.





