Cachoeirinha faz maior operação emergencial de drenagem da história
Após a enchente de 2024, o Município montou um plano de ação emergencial para avaliar a situação do sistema de drenagem e o que precisaria ser feito. E vem executando a maior limpeza de rede já feita na história de Cachoeirinha

Cachoeirinha – Como forma de prevenir as consequências das excessivas chuvas, a Prefeitura de Cachoeirinha terá, como parte do Programa Cachoeirinha 2050 – Resiliência Urbana e Inovação na Gestão de Riscos Climáticos, um conjunto de projetos. Antes disso, porém, após a enchente de 2024, o Município montou um plano de ação emergencial para avaliar a situação do sistema de drenagem e o que precisaria ser feito. E vem executando a maior limpeza de rede já feita na história de Cachoeirinha.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Emerson dos Santos, o município sofreu muitos anos por falta de manutenção. O levantamento realizado pela Smisu com a Defesa Civil, apontou a necessidade de fazer a limpeza de bueiros de 107 ruas. O investimento é de R$ 1 milhão, vindo de recursos próprios do município. “Até o momento, foram limpos mais de 200 bueiros. Essas melhorias e prevenções contra alagamentos se mostraram eficientes. Locais que apresentavam alagamentos antes históricos como, por exemplo, as ruas Santa Isabel, Santa Clara, Santa Maria e Pacaembu, melhoraram a drenagem das águas das fortes chuvas não apresentando problemas”, garante Émerson.
Hidrojateamento de mais de 100 quilômetros de rede
As avaliações realizadas para a execução do plano emergencial contra as cheias, mostrou a necessidade de hidrojateamento da rede pluvial. “Havia a falta de manutenção e a demanda de troca de parte dos canos, visto que eram de tamanhos menores do que os estudos apresentaram. O trabalho segue sendo realizado. Até o momento já foram hidrojeateados 100 quilômetros de rede”, acrescenta do secretário.
Com relação à troca de novas tubulações, são 15 quilômetros de novas redes e ampliação de diâmetros. A ação contempla as regiões afetadas pelas enchentes de 2024 como os bairros Jardim América, Mauá, Eunice, Santo Ângelo, Imbuí, Márcia, Carlos Wilkens, Veranópolis, Parque da Matriz e Meu Rincão. O investimento é de R$1,2 milhão de recursos próprios.

Limpeza dos arroios
Já no que diz respeito aos arroios localizados em Cachoeirinha, dentro desta ação, mais de 14 quilômetros de três arroios do município – Passinhos, Sapucaia (no Meu Rincão) e Brigadeira (na região do IRGA) – foram desassoreados e limpos após a enchente. No Passinhos, um trabalho intenso foi feito na região da Rua Beira Rio, próximo à Freeway para dar vasão às águas vindas do Parque da Matriz. Esta limpeza dos arroios custou R$ 200 mil de recursos próprios.
Foram retiradas mais de 50 toneladas de lixo dos arroios da cidade, considerada a maior limpeza já realizada. Um plano de manutenção preventiva constante já está sendo realizado e deve permanecer. “Um dos focos é aumentar a fiscalização do descarte irregular de lixo na região dos arroios. Somente no Passinhos, é retirada uma tonelada de lixo por semana. A limpeza da ecobarreira na Rua Telmo Dorneles é realizada duas vezes por semana”, explica o secretário Émerson Santos.
Outro plano, cujo investimento é de R$ 19 milhões, recursos do Governo Federal, é a recuperação das paredes do Arroio Passinhos na rua Telmo Dorneles. Além da erosão, a obra irá recuperar a malha viária da região, afetada pela enchente.
R$ 1,1 milhão investidos nas casas de bombas
Para reformar as duas casas de bombas existentes no município, foram investidos inicialmente R$ 700 mil de recursos próprios. Os painéis de controle foram elevados de altura para evitar o contato com a água em caso de enchente e foram providenciados novos geradores.
Agora, está em implementação a automatização das bombas. Foram investidos R$ 500 mil na contratação de uma empresa especializada na área. Na casa de bombas da Nilo Peçanha estão três bombas de 80CV e todas estão consertadas. Hoje, com os atuais painéis, duas estão operando. Com a automatização, todas poderão ser utilizadas.
Já na João Pessoa, são seis bombas de 130CV.Todas foram consertadas e estão em condições de uso. Hoje, com o painel atual, duas estão sendo utilizadas. Já com a automação, cinco serão usadas e uma ficará como reserva.




