POLÍCIA

Cachoeirinha está entre as mais seguras, mas BM mantém ações preventivas

O resultado, no entanto, não significa ausência de criminalidade nem dispensa a continuidade das ações de segurança pública

Cachoeirinha – Cachoeirinha ocupa a nona posição entre as cidades mais seguras do Brasil e o segundo lugar no Rio Grande do Sul, conforme o Anuário 2026 de Cidades Mais Seguras do Brasil, elaborado pela MySide. O município registra uma taxa de 3,7 mortes violentas por 100 mil habitantes. O resultado, no entanto, não significa ausência de criminalidade nem dispensa a continuidade das ações de segurança pública.

Enquanto o ranking considera indicadores de mortes violentas registrados em 2025, a Brigada Militar mantém o policiamento ostensivo e realiza operações para prevenir delitos, fiscalizar veículos, abordar pessoas e combater atividades criminosas. Entre 22 de setembro e 21 de outubro, o 26º Batalhão de Polícia Militar (26º BPM) realizou 71 prisões, abordou 1.799 pessoas e fiscalizou 436 veículos.

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No mesmo período, os policiais apreenderam 6,8 quilos de drogas, cinco armas de fogo, seis munições e R$ 1.536. As equipes também recuperaram sete veículos, realizaram 33 barreiras policiais e atenderam 514 ocorrências. Do total de prisões, 56 ocorreram em flagrante e 15 foram registradas por meio de Termos Circunstanciados. O balanço da corporação também aponta a prisão de cinco pessoas procuradas pela Justiça. Os números abrangem diferentes frentes de atuação, desde o atendimento de ocorrências até as abordagens e fiscalizações realizadas durante o patrulhamento.

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Homicídios motivaram operações e reforço do policiamento

A atuação do 26º BPM ganhou destaque em outubro após dois homicídios registrados em Cachoeirinha e na região de divisa com Esteio. Na sexta-feira (16), João Vitor Benites Giordani, de 26 anos, foi morto a tiros nas proximidades da Prefeitura de Cachoeirinha. Em outro caso, Renan Pinheiro Zudrewer, de 20 anos, morreu após ser baleado em uma área de mata entre os dois municípios.

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Os crimes são investigados pelas 1ª e 2ª Delegacias de Polícia de Cachoeirinha. Entre sexta-feira (16) e domingo (18), após as mortes, a Brigada Militar realizou operações que resultaram em seis prisões. No período, as equipes abordaram mais de 100 pessoas e fiscalizaram aproximadamente 80 veículos.Entre as ações esteve a Operação Divisa Segura, com abordagens em diferentes pontos da cidade e atenção às áreas de ligação com Canoas, Esteio e Gravataí. O policiamento também incluiu medidas para coibir a perturbação do sossego público.

As operações integram as estratégias de prevenção e repressão adotadas pelo batalhão. A presença das equipes nas ruas permite fiscalizar veículos, verificar a situação de pessoas abordadas, cumprir mandados judiciais e atender situações que possam representar riscos à segurança pública.Na quarta-feira (21), mesma data em que o ranking foi divulgado, policiais militares abordaram um homem de 62 anos na Rua Manoel Inácio Nunes, no bairro Nova Cachoeirinha. Durante a consulta aos dados, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, decorrente de uma condenação a mais de 25 anos de reclusão.

Na noite do mesmo dia, policiais prenderam dois homens e apreenderam armas após uma perseguição pelas ruas dos bairros Chácara das Rosas e Betânia. As circunstâncias das prisões e os tipos de armamento apreendidos devem ser detalhados conforme as informações oficiais da ocorrência.

Ranking considera dados de mortes violentas de 2025

O Anuário 2026 de Cidades Mais Seguras do Brasil coloca Cachoeirinha na nona posição nacional e na segunda colocação entre os municípios gaúchos incluídos no levantamento, atrás de Pelotas. O estudo considera cidades com pelo menos 100 mil habitantes e utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde para calcular a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes.

De acordo com o levantamento, Cachoeirinha registrou índice de 3,7 mortes por 100 mil habitantes. Na edição anterior, a taxa havia sido de 8,9, o que representa uma redução de aproximadamente 58%.A classificação, porém, considera especificamente a violência letal e não mede todas as modalidades de criminalidade. Roubos, furtos, tráfico de drogas e outros delitos não são representados integralmente por esse indicador. Por isso, a posição no ranking deve ser analisada em conjunto com outros dados sobre segurança pública e com a realidade enfrentada pelos moradores.

Comandante destaca prevenção e participação da comunidade

O comandante do 26º BPM, tenente-coronel Alexsandro Gói, destaca a importância do policiamento ostensivo, das abordagens e da integração entre os órgãos de segurança para prevenir crimes e orientar o emprego das equipes. A atuação do batalhão inclui operações planejadas e o atendimento às ocorrências registradas diariamente no município.

“Nosso trabalho é permanente e envolve prevenção, fiscalização e resposta às ocorrências. As abordagens, as operações e as ações preventivas já fazem parte da rotina das guarnições do 26º BPM, independentemente de episódios específicos. A presença da Brigada Militar nas ruas, aliada às informações repassadas pela comunidade e à integração com os demais órgãos de segurança, contribui para direcionar as ações e enfrentar a criminalidade. Mesmo com os resultados do município no ranking de segurança, seguimos atentos e trabalhando para proteger a população”, afirma o tenente-coronel Alexsandro Gói.

Os dados de produtividade e as operações realizadas após os homicídios demonstram a continuidade do trabalho policial em Cachoeirinha. Embora o município figure entre os mais bem colocados no ranking nacional, a manutenção da segurança exige atuação permanente das forças policiais, investigação dos crimes e participação da comunidade na prevenção e na comunicação de ocorrências, finalizou Goi

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