Após ofensas, mãe de autista agradece ajuda da Guarda Municipal e Vancosty
O caso ocorreu na tarde do último domingo (7), na saída do supermercado Vancosty, no bairro São Vicente, em Gravataí
Gravataí – Aos sete anos, Adryo Raniel Marcos Fogaça é uma criança muito alegre, carinhosa, que adora passear com a família. No último domingo à tarde, no bairro São Vicente em Gravataí, acompanhado da sua mãe, Dejanira da Rocha Marcos, o menino, com transtorno do espectro autista, foi alvo de um ato de preconceito cometido por um homem. Ele passou a ser chamado de gordo e ficou muito nervoso.
O fato ocorreu na saída do mercado Vancosty. Mãe e filho foram abordados e a criança passou a ser alvo do homem sem nenhum motivo aparente para isso. Apavorada com a situação, Dejanira da Rocha Marcos explicou para o desconhecido que o seu filho, Adryo, era autista e que ele deveria parar. Não adiantou e as ofensas pioraram.
“Foi neste instante que rapidamente pedi socorro aos Guardas Municipais de Gravataí pelo telefone 153, que prontamente vieram atender o meu chamado. Enquanto eles não chegavam, o orientador do supermercado Vancosty, acolheu eu e o meu filho que estávamos muito assustados. E o homem permaneceu permaneceu ali nos ofendendo”, conta.
Os Guardas Municipais chegaram no local e tentaram conversar com o homem que estava muito alterado e deram voz de prisão em flagrante. Nesse meio tempo, a direção do Vancosty disponibilizou um funcionário que serviu de testemunha para ir até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí, onde foi registrado o boletim de ocorrência. Ao perceberem que o Adryo estava muito assustado, durante o trajeto do mercado até a delegacia, os Guardas Municipais começaram a brincar com o menino e aos poucos ele foi se acalmando. Na delegacia, o jovem tirou foto com o distintivo do delegado e com os Guardas Municipais.
Passada confusão, Dejanira realizou uma postagem no Facebook agradecendo o apoio de todos os envolvidos na situação. “Primeiramente quero agradecer a atendente Isabel 153 e toda a Guarda Municipal Gravataí pelo rápido atendimento hoje comigo meu filho Adryo que sofreu hoje pela primeira vez o crime de capacitismo lei 13.146 2015. Não acredito que isso aconteceu comigo. Onde pessoa sem informação alguma sobre o autismo, se acha no direito de falar o que quiser para o meu filho que autista e que não existe lei para protege-ló. Eu só digo para essa pessoa que fez isso não vai ficar assim, pois existe lei que defende os autistas enfim extremamente triste, mas eu creio no meu Deus maior a justiça será feita obrigada a todos que me ajudaram”.
Ela agradeceu os Guardas Municipais Jairo Elias Cardoso Louzada, Glênio Léo Dias e Fábio Chaves da Rosa que os conduziram até a DPPA, a direção do mercado Vancosty pela cedência do funcionário e aos policiais civis. “Gostaria deixar aqui o meu eterno e sincero agradecimento todos os envolvidos que nos ajudaram nessa situação. Que Deus ilumine sempre esses cidadãos de bem. Que o mundo seja contaminado por exemplos de seres humanos como esses. Jamais devemos nos calar diante de situações como essa que vivemos. Denuncie sempre”, frisou.
Posição do Vancosty e da Guarda Municipal sobre o fato
O diretor da Rede supermercados Vancosty, Giovani Costa, ressaltou que a política da rede é ter sempre em primeiro lugar o respeito pelas pessoas, não importando quem são elas. “Jamais compactamos com nenhum fato de violência, como esse sofrido por essa mãe e o seu filho. E quero parabenizar a atitude do nosso gerente, do nosso orientador e da Guarda Municipal que souberam solucionar esse caso. O Vancosty se solidariza com o pequeno Adryo e a sua mãe.”
A subcomandante da GM Cibele Bitelo, lembrou que casos como este devem ser denunciados e reiterou o compromisso da Guarda Municipal com a sociedade no combate ao preconceito. “Estamos aqui para auxiliar, de forma colaborativa com as demais forças armadas, no cumprimento da Lei. Aproveito para agradecer ao estabelecimento que prontamente liberou um funcionário para que servisse de testemunha na Delegacia de Polícia”, disse. Não foram divulgadas informações sobre o que teria acontecido com o homem para ele ter ofendido a criança.
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