POLÍTICA

Almansa é denunciado por suposto uso político de doações da enchente

Caso estaria sendo investigado pelo Ministério Público

Cachoeirinha – O vereador David Almansa estaria sendo investigado pelo Ministério Público por suposto uso político de doações para vítimas da enchente recebidas de uma empresa de São Paulo. O caso foi revelado pelo programa de televisão Boa Tarde RS da Band. Conforme matéria da jornalista Luiza Schirmer, o parlamentar pediu o CNPJ a uma associação para que a empresa pudesse enviar os donativos que chegaram no dia 12 de maio. No dia seguinte, ele foi até a entidade e recolheu parte dos donativos.

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A presidente da Associação de Moradores Getúlio Vargas, da Vista Alegre, Maria Francisca Baptista, confirmou a retirada dos materiais. “A gente pensa somente em ajudar. Eu concedi o CNPJ. No dia 12 de maio, chegou essas doações na associação, e no dia 13 de maio, ele retirou, deixando ali 50 cestas básicas que foram distribuídas para os pais e pessoas da comunidade que são diaristas e que estavam precisando”, contou.

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O MP teria recebido uma denúncia anônima no dia 7 de junho. Almansa confirmou que pediu o CNPJ. A empresa, segundo ele, pediu para que a doação fosse destinada para uma entidade. O parlamentar explica na matéria da Band que serviu como um intermediário entre doadores e entidades e que a associação foi escolha por ter uma escola conveniada com a prefeitura.

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“A própria dona dessa escola solicitou que a gente entregasse para outras entidades aquelas que ela não usaria e como tu pode ver, no próprio vídeo que eu postei nas minhas redes sociais, pois me pauto pela transparência no meu trabalho e não tenho o que esconder, foi, na maioria, de roupas e rações que foram entregues em vários abrigados da cidade, como Igreja Santa Clara, Igreja São Vicente, no abrigo para famílias atípicas, e várias outras entidades e diversos membros da sociedade”, disse.

Almansa salientou também que achou estranha essa denúncia ter surgido depois de ele ter sido o autor da denúncia de compra de cestas básicas superfaturadas pela prefeitura e ainda a compra de telas interativas, também com suspeita de sobrepreço.

Confira a reportagem da Band no vídeo abaixo, a partir do minuto 19

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