Algumas lojas desrespeitam decreto e abrem as portas - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Sanitização das calçadas iniciou nesta segunda - Fotos: Roque Lopes/oreporter.net

Algumas lojas desrespeitam decreto e abrem as portas

Movimento na tarde desta segunda-feira (20) na avenida Flores da Cunha foi grande e maioria das pessoas não usava máscara

Cachoeirinha – No dia em que a Prefeitura de Cachoeirinha iniciou o processo de sanitização de calçadas e paradas de ônibus na Flores da Cunha, diversas lojas estavam com suas portas abertas. Algumas com avisos relativos aos pagamentos de carnês, outras atendendo ao público sem sequer um aviso de cuidados de higienização e outras com funcionários usando máscaras e álcool gel disponível na porta de entrada.

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No trecho entre a Fernando Ferrari e a Rui Ramos, a reportagem encontrou uma loja de vestuário com apenas uma cortina aberta e duas funcionárias. “Estamos atendendo. O senhor pode entrar”, disse uma vendedora ao repórter. Outras duas lojas de calçados também estavam abertas. Também havia uma de bijuterias atendendo normalmente, mas controlando o acesso. Lojas destes segmentos não estão autorizadas a abrirem, conforme decreto do Governo do Estado.

Nas calçadas, o dia foi o de maior movimento na Flores da Cunha desde o início do fechamento do comércio e recomendações para o isolamento social. A proprietária de uma agropecuária chegou a perguntar para a reportagem se a abertura do comércio havia sido autorizada.

Algumas lojas estavam recebendo pagamentos

Em uma papelaria, que não tinha nenhum cartaz de orientação sobre medidas de higiene, tendo um pote de álcool gel ao lado da maquininha de cartão, uma idosa iria pagar uma fronha de travesseiro, sua única compra. Quando foi dobrá-la, viu uma parte descosturada, desistiu da compra e saiu da loja. Assim como a maioria das pessoas que estavam na rua, ela não usava máscara. Próximo do Asun, uma loja de tecidos estava atendendo clientes na porta para a venda de materiais para a confecção de máscaras caseiras. Na fila, uma idosa sem máscara conversava sem parar com quem aguardava atendimento.

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O presidente da Associação Comercial de Cachoeirinha (ACC), Cleber Soares, explica que a entidade está orientando os associados a seguirem o que determina no decreto estadual. “Dos nossos associados, 73% estão com as portas fechadas. Sabemos que tem casos de lojistas correndo o risco, atendendo à meia porta. Estão tentando se virar”, conta. Soares destaca que o decreto do governador Eduardo Leite impede também a venda remota com a possibilidade de o consumidor ir na loja fazer somente a retirada.

No final da manhã desta segunda, ele se reuniu com alguns secretários municipais na tentantiva de convencer a Prefeitura a flexibilizar as medidas fixando regras a serem seguidas para evitar a disseminação do vírus. “Está difícil, porque temos o decreto estadual”, lamenta. O fechamento de lojas ainda não é uma realidade que chegue a preocupar. Até o momento, apenas uma agência de turismo encerrou as atividades.

A manutenção do fechamento do comércio por um período muito mais longo vai acarretar sérios problemas para as empresas. Sobre os aluguéis, a entidade recomendou que cada associado negocie um desconto diretamente com os proprietários dos imóveis. Já para a Prefeitura, a ACC pediu um desconto de IPTU relativo aos dias em que não puderam abrir as portas. O caso ficou de ser analisado pela Prefeitura.

Nota: o repórter estava na rua usando máscara e portava um pote com álcool em gel

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