CACHOEIRINHA

Agente de Trânsito busca ajuda para tratar esposa com Guillain-Barré

Família enfrenta nova batalha após tragédia das enchentes

Cachoeirinha – O ano de 2024 foi marcado por grandes desafios, especialmente para o Rio Grande do Sul, que vivenciou as trágicas enchentes de maio. Oito meses após a maior catástrofe climática do Estado, muitas famílias ainda lidam com as consequências, como é o caso de Laudir Ribeiro da Silva, agente de trânsito de Cachoeirinha.

Em maio, a casa da família de Laudir, no bairro Rio Branco, em Canoas, foi invadida pelas águas. O susto foi imenso, e os bens conquistados ao longo dos anos, incluindo documentos e roupas, foram perdidos. “Naquele momento, minha maior preocupação era a nossa segurança. Eu só queria sair o mais rápido possível com minha esposa e meu bebê de colo”, relembra Laudir, que precisou tomar a difícil decisão de abandonar o lar.

Após a tragédia, a família encontrou apoio em parentes e amigos e conseguiu alugar um apartamento. Com o tempo, a rotina começou a se estabilizar. Porém, no final de dezembro, um novo golpe abalou a família: Liliane Rabelo dos Santos, de 44 anos, esposa de Laudir, começou a apresentar sintomas graves, como dores de cabeça, tontura e mal-estar. Após exames, foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que pode levar à paralisia.

A partir desse momento, a vida da família mudou drasticamente. Liliane precisaria de uma série de cuidados imediatos. Inicialmente, ficaria em uma cadeira de rodas, tomando medicações para auxiliar no tratamento. Em breve, teria que iniciar sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, atendimentos neurológicos e contar com o apoio de uma cuidadora 24 horas por dia.


“O medo tomou conta de mim. Vi minha vida retroceder, mas tive que reunir forças para seguir em frente”, desabafa Laudir, emocionado. Com a esposa em estado grave, ele precisou tomar medidas drásticas: devolver o apartamento alugado e enviar o filho para Santa Catarina, onde ficaria sob os cuidados dos avós, enquanto ele se dividia entre o trabalho e a assistência à esposa.

Diante da situação, um colega de trabalho, sensibilizado com a história de Laudir, resolveu mobilizar uma rede de apoio. Um grupo de WhatsApp foi criado para arrecadar doações para o tratamento de Liliane e a reposição dos móveis perdidos. O agente de trânsito Willian de Tone liderou a iniciativa, solicitando contribuições via PIX (Chave: 51996596335 – Laudir Ribeiro Silva). “É muito gratificante poder ajudar o próximo. A vida é frágil, e todos estamos sujeitos a altos e baixos”, destaca Willian.

Além das doações, a União Nacional de Amparo ao Deficiente Físico também abraçou a causa e organizou uma rifa beneficente. Entre os prêmios estão uma televisão, um fogão, uma bicicleta e outros itens. O sorteio será realizado no dia 22 de fevereiro, e cada número custa R$ 10,00, podendo ser adquirido via PIX (Chave: 51996596335 – Laudir Ribeiro Silva).

O que é a síndrome de Guillain-Barré?

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso periférico, causando fraqueza muscular progressiva e podendo levar à paralisia. Em muitos casos, a SGB se desenvolve após infecções virais respiratórias ou gastrointestinais.

Os principais sintomas incluem:

  • Fraqueza muscular, que pode começar nas pernas e avançar para o tronco, braços e rosto
  • Dormência e formigamento
  • Redução ou ausência de reflexos

A hospitalização imediata é essencial para o tratamento, que pode incluir:

  • Fisioterapia para fortalecimento muscular e prevenção de sequelas
  • Movimentação manual das articulações para evitar rigidez
  • Cuidados médicos contínuos para recuperação

A SGB não é contagiosa, e, com tratamento adequado, a maioria dos pacientes se recupera totalmente.

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