POLÍCIA

Acusado de matar a cunhada no Parque da Matriz é condenado a prisão

Julgamento terminou logo no início da madrugada desta quarta-feira (10) em Cachoeirinha

Cachoeirinha – O professor de danças Evandro Ferreira, 44 anos, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão acusado de ter matado a cunhada Elaine Silva da Silva, 52 anos, no Parque da Matriz, em Cachoeirinha. Ele estava preso desde 2018 quando foi encontrado em uma pousada em Cruz Alta.

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O julgamento durou em torno de 12 horas e terminou no início da madrugada desta quarta-feira (10). Evandro foi acusado de  homicídio duplamente qualificado, com os agravantes de feminicídio e emprego de asfixia, e ocultação de cadáver. Ele acabou condenado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

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O crime aconteceu em 11 de setembro de 2018, dentro da casa da família no Parque da Matriz. Evandro e Elaine desapareceram no dia 11 e o corpo dela foi encontrado ao lado do carro dele em um matagal em Morungava, em Gravataí.

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Ele costumava dar carona para a cunhada, que trabalhava em uma revenda de veículos parada 55, e logo em seguida se deslocava para Gravataí, onde estava fazendo um curso profissionalizante.

O delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha na época, Leonel Baldasso, disse que Evandro manteria uma relacionamento com a cunhada. A morte por asfixia aconteceu por um desentendimento, conforme a Polícia apurou. Evandro estava pretendendo se mudar para o interior do Estado, fato que desagradou a cunhada. Ela teria ameaçado contar para a irmã e toda a família o relacionamento que mantinham.

Antes de ser asfixiada, Elaine teria apanhado pois apresenta fraturas nas costelas. Quando deixou a casa, onde morava com a esposa em uma filha no andar de baixo – Elaine residia com os pais e outra irmã no andar de cima – Evandro transportou o corpo no porta-malas do Siena Vermelho.

Antes de jogar o corpo no matagal e abandonar o carro, Evandro passou uma hora em um motel de Gravataí. Ele teria dado banho na cunhada e depois levado o corpo até Morungava.

Depois disso, caminhou a pé até Taquara onde se hospedou em um hotel. No dia seguinte, pegou um ônibus e foi para Cruz Alta. Lá, em uma pousada, se hospedou usando nome falso. Descoberto, resistiu à prisão e depois, em depoimentos, confessou o crime.

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