Xavier explica ausência em comissão e diz que não atrapalha projetos - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Felisberto Xavier - Foto: Divulgação

Xavier explica ausência em comissão e diz que não atrapalha projetos

Ele e a também integrante da base governista, Jussara Caçapava, não apareceram na reunião da Comissão de Saúde

Cachoeirinha – A Câmara de Vereadores, em especial os integrantes do bloco oposicionista, vinham sendo criticados e pressionados pela votação da CPI dos controladores de velocidade para haver a liberação da pauta e ser feita a votação de quase R$ 14 milhões em suplementações orçamentárias. Após muita pressão, o Legislativo votou a CPI na última terça-feira e na última quinta, depois de quase três meses, as comissões permanentes começaram a se reunir para darem pareceres aos projetos para serem votados na próxima semana.

Só na Saúde são R$ 3,2 milhões que aguardam aprovação de suplementações orçamentárias. Na Comissão de Constituição, Justiça e Infraestrutura Urbana, Rubens Otávio, faltou porque decidiu fazer isolamento social depois de ser muito cobrado por ter participado da Sessão mesmo sabendo que uma assessora sua teve confirmação de Covid-19. Ele havia participado, com a assessora, dias antes, de uma atividade no PSL e posou para fotos abraçado com outros filiados e até sem máscara. A reunião da comissão aconteceu porque os outros dois integrantes compareceram.

Já na Comissão de Saúde, Assistência Social, Turismo e Meio Ambiente, somente Alcides Gattini apareceu. Sem a presença do vereador Felisberto Xavier e Jussara Caçapava, não foi possível haver a apreciação de projetos. Xavier explicou ao oreporter.net nesta sexta-feira (15) que não foi por três motivos: não foi convocado pelo presidente, está no grupo de risco da Covid-19 e entende ser necessária a higienização imediata das instalações da Câmara.

A Câmara, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que não haveria a necessidade de uma convocação ser feita pelos presidentes das comissões, pois o assunto foi discutido durante a Sessão e ficou combinado que as reuniões seriam retomadas na quinta-feira.

“Se o presidente tivesse me convocado e também a Jussara, eu iria propor uma forma diferente e mais segura de fazermos a reunião, talvez em outro local, porque a Câmara precisa ser higienizada com urgência depois do que aconteceu com a confirmação da Covid-19 da assessora. Ela circulou por todo o prédio”, disse Xavier.

Parecer não atrapalha tramitação dos projetos

O vereador e Jussara passaram a ser criticados por ativistas de redes sociais ligados a oposicionistas acusados de estarem prejudicando a comunidade, assim como a oposição foi quando trancou a pauta do Legislativo com as CPIs, não tendo votado nenhum projeto do Executivo esse ano.

“A falta de um parecer não impede que um projeto entre na Ordem do Dia e vá para Plenário para ser votado. Não há prejuízo algum porque a comissão pode dar o parecer na hora como já aconteceu várias vezes”, disse, salientando que se tiver a Sessão na próxima terça-feira isto vai acontecer.

A Sessão da próxima terça ainda está indefinida. A assessoria de imprensa da Câmara informou que na segunda-feira a Mesa Diretora irá tomar uma decisão já que a higienização nas instalações precisa ser feita com base em orientações da secretaria municipal da Saúde para a qual foi enviado um pedido de informações.

Para um site de Porto Alegre, o presidente Edison Cordeiro, que não atende a reportagem, disse que as Sessões estavam suspensas até que fosse feita a higienização. Ele só não explicou para o site da capital como autorizou a realização das reuniões das comissões sabendo do risco que os parlamentares e assessores estavam correndo. A reportagem não conseguiu contato com a vereadora Jussara Caçapava.

Em outra comissão, ata é anulada

A Comissão de Constituição, Justiça e Infraestrutura Urbana havia se reunido pela última vez em 19 de fevereiro. Na quinta, ata foi colocada em discussão e o novo relator, Joaquim Fortunato, se posicionou contrário a aprovação pedindo que todos os pareceres já dados, independentemente de favoráveis ou contrários, sejam revisados.

Segundo ele, o vereador oposicionista Marco Barbosa, quando no PSB, não poderia estar na comissão e sim ele, por decisão judicial “não respeitada pelo presidente” da Câmara, Edison Cordeiro. Nesta comissão, a mais importante do Legislativo, o presidente é o também oposicionista Rubens Otávio. Como ele não compareceu, teve a vaga ocupada pelo vereador da base, Manoel D´Ávila.

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