Xavier e Cordeiro querem presidir a Câmara em 2020 - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Candidato do Governo, segundo Gilson (E), é Xavier - Fotos: Roque Lopes/oreporter.net

Xavier e Cordeiro querem presidir a Câmara em 2020

Acordo para escolha dos presidentes deverá ser mantido, mas não há consenso entre os três partidos que ficaram com a presidência no último ano desta Legislatura

Cachoeirinha – Pela primeira vez nos últimos anos, a eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha deverá ser disputada por duas chapas. Pelo acordo firmado quando os parlamentares eleitos em 2016 tomaram posse, o primeiro ano na direção da Casa ficou com o PSB (Marco Barbosa foi o presidente), o segundo com PMDB, hoje MDB (Rubens Otávio foi o presidente) e o terceiro com o PDT (Fernando Medeiros é o atual presidente).

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Já o quarto ano ficou de ter a presidência definida entre PRB, PTB e PV. Não há consenso entre os partidos especialmente pela divisão na base governista desde o episódio da tentativa de cassação do mandato de Miki Breier e Maurício Medeiros.

O PTB, embora o Governo ainda o considere um aliado, o único vereador do partido na Câmara, Nelson Martini, passou a ser oposicionista. Já o PRB está dividido. Eduardo Keller é oposicionista e Edison Cordeiro está mais alinhado com o Governo. O PV tem apenas o vereador Felisberto Xavier, mas ele está acordado com o PSD e muda de sigla assim que a janela de transferências for aberta.

Dos três partidos, apenas o PSD já declarou apoio à reeleição de Miki. O PTB, conforme o presidente Reni Tolentino, vai ter candidato próprio. O PRB ainda não se decidiu, mas não esconde de Miki a vontade de também lançar uma candidatura própria.

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Este quadro, somando o esfacelamento da base governista na Câmara, se reflete diretamente na escolha do novo presidente. O Governo, conforme o secretário de Governança e Gestão, Gilson Stuart, quer Xavier como presidente.

Cordeiro calcula que tem os votos necessários para vencer Xavier (ao fundo, na foto)

Já oposicionistas e os que se declaram independentes encontraram em Edison Cordeiro a oportunidade para impor ao Governo uma derrota. Edison Cordeiro não esconde que seu nome está à disposição. Ele acredita que vence a disputa no voto. Na conta de Cordeiro, Xavier tem oito votos de apoiadores do Governo e ele os outros oito. O voto que sobra é justamente o dele, garantindo o desempate e a vitória.

Xavier acredita que ganha a eleição e destaca que a presidência garantiria a ele uma marca história valorizada. “Eu fui presidente no ano 2000 e voltar à presidência em 2020 é importante para mim”, afirma.

A manutenção do acordo na distribuição dos partidos na eleição da presidência não é dada como certa. Isto acontece porque o vereador licenciado e atual secretário de Segurança e Mobilidade, Joaquim Fortunato, do PSB, alimenta o desejo de ser presidente. “Não decidi ainda se concorro ou não. A tendência é eu apoiar o Xavier, mas estamos conversando”, resume. A eleição do novo presidente acontece na última Sessão do ano, em dezembro.

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