CACHOEIRINHA

Vinil reúne gerações em feira no Shopping do Vale

Esse cenário foi observado no último sábado (20), durante a 1ª Feira do Vinil realizada no Shopping do Vale

Cachoeirinha – O vinil voltou a ocupar espaço entre os formatos de consumo de música e tem reunido público em eventos dedicados ao segmento. O som da agulha no disco, as capas em formato ampliado e a audição de álbuns completos voltaram a fazer parte da rotina de colecionadores e de novos consumidores. O formato analógico, que perdeu espaço com o avanço das plataformas digitais, registra aumento de interesse e circulação em feiras e pontos de venda.

Esse cenário foi observado no último sábado (20), durante a 1ª Feira do Vinil realizada no Shopping do Vale. O evento reuniu expositores com acervos que somaram mais de 10 mil títulos, entre discos e CDs. O público teve acesso a obras de diferentes períodos, incluindo rock, MPB, jazz, trilhas sonoras e produções regionais.

Entre os itens disponíveis estavam exemplares como Abbey Road, dos The Beatles, além de títulos de artistas nacionais, trilhas de novelas e produções de bandas do Rio Grande do Sul. A circulação de pessoas ao longo do dia indicou procura por discos de diferentes estilos.

A instrumentadora cirúrgica Alice Dornelles relatou a busca por títulos específicos e a relação com o formato. Segundo ela, a aquisição do álbum Appetite for Destruction, da banda Guns N’ Roses, ocorreu após tentativas anteriores. A compradora também levou outros discos, incluindo trilhas sonoras e registros de artistas nacionais. Para ela, o vinil permite a audição de arranjos e instrumentos presentes nas gravações.


Os discos de vinil seguem em circulação entre colecionadores e novos públicos. Em comparação com arquivos digitais, que passam por compressão para distribuição, o vinil permite a reprodução de elementos registrados nas gravações originais. Parte das produções foi realizada em múltiplos canais, o que possibilita a identificação de instrumentos e variações de execução durante a audição.

Entre os títulos mais procurados, conforme expositores, estão obras de Raul Seixas, MPB, Rock Internacional, Nacional e principalmente gaúcho Comerciantes apontam que a reprodução em vinil apresenta diferenças em relação aos formatos digitais, principalmente na forma de ouvir o conteúdo de um álbum.

O expositor e proprietário da Papelaria e Livraria Vintage e Vídeo Mais, em Gravataí, André Luis Siqueira, informou que a procura por discos permanece mesmo com mudanças nos meios de distribuição. Segundo ele, parte dos títulos não está mais em fabricação, o que mantém a circulação de exemplares entre colecionadores. Ele relatou que iniciou a atividade como hobby e passou a atuar na comercialização de discos.

Adalberto, André e Daniela expositores da Feira do Vinil

A continuidade do formato também é observada entre gerações. Daniela Siqueira atua na atividade e acompanha a comercialização dos discos ao lado do pai. Entre as preferências, estão produções de artistas e bandas locais, incluindo o grupo Youngles, que possui registros em CD.

Segundo o organizador Marcos Vinícius, a realização da feira em Cachoeirinha representa a retomada do evento no município após interrupção durante o período de pandemia. Ele informou que a proposta inclui ampliar o acesso ao público da região, diante da concentração de eventos do segmento em Porto Alegre.

Ainda conforme a organização, a edição registrou circulação de público ao longo do dia e volume de vendas nas bancas. O evento reuniu consumidores com diferentes perfis, incluindo pessoas que já mantinham coleções e outras que tiveram contato com o vinil no local.

A organização informou que estuda a realização de novas edições no Shopping do Vale, com proposta de estabelecer periodicidade e promover novas datas nos próximos meses.

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