Vigilância em Saúde monitora surto de mão-pé-boca em escolas
A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, causada por vírus do sistema digestivo. É mais comum em crianças de até cinco anos, mas pode afetar adultos
A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre acompanha surtos da síndrome mão-pé-boca em instituições de educação infantil da cidade. Na quinta-feira (11), a secretaria emitiu o Alerta Epidemiológico 5/09/2025 à rede de serviços notificadores, diante do aumento de casos.
Entre a segunda quinzena de julho e a primeira semana de setembro, foram registrados 19 surtos, envolvendo 161 pessoas, entre bebês, crianças e adultos. Quinze surtos seguem em acompanhamento. A vigilância considera um surto quando três ou mais casos são confirmados no mesmo local. Em 2024, foram notificados 20 surtos, 19 deles investigados.
Sobre a doença
A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, causada por vírus do sistema digestivo. É mais comum em crianças de até cinco anos, mas pode afetar adultos.
Segundo a dentista Letícia Campos Araújo, da equipe de vigilância epidemiológica, os sintomas iniciais incluem dor de garganta e febre, seguidos de pequenas lesões avermelhadas nas mãos, pés e boca, além de mal-estar e perda de apetite.
A transmissão ocorre pelo contato direto entre pessoas, saliva, fezes, secreções, alimentos, objetos contaminados e pelas próprias lesões de pele. O contágio é mais intenso na primeira semana, mas o vírus pode ser eliminado pelas fezes por até quatro semanas, razão pela qual os casos são monitorados por 30 dias.
Não existe tratamento específico nem vacina. A doença geralmente é branda e autolimitada, desaparecendo em alguns dias. Medicamentos podem ser usados para aliviar dor e febre quando necessário.
Prevenção e cuidados
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda medidas de prevenção:
- Lavar as mãos frequentemente, especialmente após usar o banheiro e antes de manipular alimentos;
- Descartar fraldas e lenços em lixeiras fechadas;
- Evitar compartilhamento de mamadeiras, copos ou talheres;
- Nas creches, reforçar a higiene das mãos durante a troca de fraldas;
- Manter afastados da escola ou do trabalho os pacientes até a recuperação completa;
- Lavar e desinfetar superfícies e objetos com água e sabão ou solução de água sanitária diluída;
- Evitar contato próximo com pessoas doentes;
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
- Trocar e lavar diariamente roupas pessoais e de cama dos pacientes.
O monitoramento contínuo da Vigilância Epidemiológica visa reduzir a propagação da síndrome e proteger a saúde de crianças e adultos nas escolas da cidade.




