Vereadores punidos fazem duras críticas ao PSB e um usa mordaça - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Marco Barbosa usou adesivo simulando uma mordaça - Foto: Reprodução

Vereadores punidos fazem duras críticas ao PSB e um usa mordaça

Jacqueline Ritter, Ibaru Rodrigues e Marco Barbosa usaram a Tribuna da Câmara para questionar decisão tomada pela Executiva do PSB

Cachoeirinha – Os vereadores Marco Barbosa, Ibaru Rodrigues e Jacqueline Ritter, punidos com seis meses de suspensão da bancada no Legislativo pelo PSB, com perda de direito a voto nas reuniões partidárias, usaram a Tribuna na sessão desta terça-feira (21) para fazerem duras críticas ao partido. No início da sessão, foi lido o preâmbulo do documento enviado pelo PSB informando que os parlamentares não integravam a bancada. Outros dois documentos entraram na Câmara, um informando que Jussara Caçapava era a Líder de Bancada e outro que a função era da vereadora Jacqueline. O presidente, Fernando Medeiros, decidiu enviar o caso para um parecer da Procuradoria Geral.

Jacqueline, Ibaru e Marco – Montagem: oreporter.net

Jussara Caçapava pediu para ser registrado em ata que o documento enviado pelo PSB, informando a púnicos dos vereadores e os motivos, não foi lido na íntegra e o presidente a questionou sobre qual artigo do Regimento Interno ela embasava o pedido. “Eu estou achando estranho presidente, a minha questão de ordem está gerando polêmica, enquanto o pedido para cassar o prefeito foi rapidinho”, disse.

A vereadora, usando seu espaço para se manifestar na Tribuna, leu parte da resolução do PSB e não conseguiu terminar porque estourou o tempo de seis minutos. Ela prometeu ler o restante na próxima sessão.

Fernando Medeiros lembrou que queria colocar em votação a leitura na íntegra, mas os três vereadores alvos da punição se manifestaram dizendo que sequer foram avisados. Diante do quadro, Medeiros decidiu não fazer a leitura do documento salientando que não caberia ao Legislativo interferir em questões internas do PSB.

Barbosa foi o mais veemente nas manifestações e, assim como os demais, prometeu levar a discussão para a Executiva Estadual e até para a Nacional. A decisão, que teve nove votos favoráveis com quatro contrários, não foi democrática, conforme os parlamentares, já que não foram ouvidos. “Eu vejo isso com uma arbitrariedade, pois sequer fui comunicado”, disparou Barbosa, salientando que cabe aos vereadores integrantes da bancada escolher o Líder sem interferência externa.

Marco Barbosa simulou uma mordaça alegando que estão tentando calar sua voz

Ele foi para a Tribuna usando um adesivo na boca simulando uma mordaça: “Neste vereador não será colocada mordaça, assim como em nenhum vereador aqui será colocado mordaça. Inacreditável que eu olhe a página do meu partido nas redes sociais  e eu vejo lá que eu estou, através de uma resolução, impedido por seis meses por um órgão que não tem competência para tal. Quero manifestar total repúdio a isso que chegou aqui para ser lido, de fora para dentro. Eu não saí do meu partido, como estão dizendo, e se querem que me expulsem, mas que tenham dignidade e legalidade para isso”, disse. Para Barbosa, a competência da escolha do Líder é da bancada e não do partido.

Já o vereador Ibaru, lembrando que a denúncia contra Miki gera desgastes entre os vereadores, reforçou que é necessário haver investigação. Ele ficou sabendo pelas redes sociais que foi punido pelo PSB.  “Isso é uma piada. Eu quero que  presidente me diga o que eu fiz. Isso não é democracia e sim monarquia. Que motivo tem por traz disso para calar a nossa voz. Eu recebi um castigo como se fosse um moleque. O que é isso? Onde está o respeito?”

“Vou estar vendo isso em outras instâncias, com diálogo e respeito. De maneira nenhuma vou ceder a questões inquisitórias sem direito a defesa. É uma tentativa de coação”, apontou a outra punida, Jacqueline Ritter.

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