Vereadores criticam Corsan e prefeitura por problemas sem solução - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Gilson levantou o assunto mais debatido na Sessão - Foto: Reprodução

Vereadores criticam Corsan e prefeitura por problemas sem solução

Falta de água, consertos de calçadas e vias mal feito e não atendimentos de pedidos para reparo em vazamentos foram alguns dos pontos abordados por parlamentares na Sessão desta terça

Cachoeirinha – A Corsan foi o assunto principal na Câmara de Vereadores na Sessão desta terça-feira (11) sendo acusada de não resolver problemas de abastecimento e não efetuar de forma célere e correta o conserto de buracos abertos em ruas e calçadas. Tanto vereadores da base governista quanto da oposição fizeram duras críticas à empresa. Os oposicionistas jogaram a responsabilidade sobre a prefeitura por não atuar de forma mais rígida na fiscalização seguindo o previsto no contrato de concessão dos serviços de abastecimento e tratamento de esgoto.

O vereador Gilson Stuart levantou o tema relembrando a audiência pública realizada em janeiro pela Prefeitura no auditório do Centro das Indústrias. “Até o presente momento não tivermos respostas concretas e efetivas sobre algumas demandas”, disse. O vereador citou um caso para ilustrar o que chama de falta de capacidade e compromisso da estatal. A rua São Pedro, na Zona Norte da cidade, está há duas semanas com uma vala de quase 40 centímetros de largura. “Estive na semana passada solicitando para tapar o buraco, tive promessa que aquilo seria sanado. Uma das principais ruas não é atendido pela Corsan por falta de capacidade e compromisso. A gente pede e pede e não acontece e a gente passa vergonha na rua”, lamentou.

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Para o vereador Mano do Parque, a Corsan faz o que bem entende na cidade. “A Corsan veio aqui na nossa Comissão de Segurança [ Direitos Humanos e Proteção aos Idosos, às Crianças, aos Adolescentes e as Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais] com as mesmas respostas evasivas [dadas na audiência pública em janeiro]. Ela faz o que ela quer dentro da cidade. Se fazem um asfalto novo, a primeira coisa é a Corsan ir lá para abrir um buraquinho. No Parque da Matriz tem um cano estourado desde quarta-feira da semana passada. O proprietário está sem água e a Corsan não foi resolver”, disse.

No Parque da Matriz, conforme o vereador Paulinho da Farmácia, uma vala tapada na rua Tijuca ficou rebaixada. Para ele, qualquer conversa com a Corsan “são palavras ao vento”, pois nada acontece. Mano do Parque lembrou que foi tentada a criação de uma Frente Parlamentar para tratar do tema abastecimento, mas não avançou por decisão da base governista. Segundo ele, a frente poderia cobrar mais efetivamente a empresa.

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O vereador Deoclécio Melo contou que na frente da sua casa, na rua Laguna, uma adutora de 40 centímetros, com cano de ferro instalado há 50 anos, rompeu. Foi realizado o conserto e aconteceu horas depois outro rompimento alguns metros à frente. E os moradores ficaram mais de um dia aguardando o conserto. Ele ainda citou que calçadas são arrebentadas e o conserto é mal feito. “A calçada da pessoa não tem valor. Abrem a calçada, um buracão no asfalto, não voltam para arrumar e quando voltam deixam pela metade. Tem que mudar o sistema de trabalho na cidade. Não dá para concordar mais. O serviço deles é péssimo. Eles tiram dinheiro de Cachoeirinha e levam para outros municípios”, reclamou.

Uma lei aprovada no ano passado foi lembrada pelo vereador Cristian Wasem. Ela torna obrigatória a recuperação de vias e passeios públicos prevendo multa por prejuízos causados. Para o parlamentar, além de os parlamentares exigirem o cumprimento da legislação, devem orientar a comunidade para serem ajuizadas ações contra a Corsan. “Nós temos que começar a usar as ferramentas que estão disponíveis. Outra é entrar na Justiça, cobrar judicialmente com ação de reparação de danos morais. Funciona, tem jurisprudência já”, garantiu.

Já o vereador Nelson Martini recordou que na audiência pública de janeiro, depois que o prefeito Miki Breier disse que a Corsan seria tratada de outra forma, ele pensou que o quadro mudaria. “Sai dali como se tivesse uma posição forte do Executivo. A coisa está ficando pior. A população fica três, quatro dias sem água e pagando.”

Na Vista Alegre, conforme o vereador Otoniel Gomes, falta água a cada 15 dias. “Tivemos uma audiência pública e ouvimos bastante promessas, mas de promessas a gente vai cansando quando ela não acontece. Nós demos o crédito. Moro na Vista Alegre. A cada 15 dias falta água na nossa região. A gente precisa pressionar e fazer a parte jurídica. É hora de multar e de buscar os nossos direitos como consumidor.”

O parlamentar lembrou que antes da Sessão passou pela rua Caí, onde recentemente a Prefeitura realizou o recapeamento. “Já tem uma vala e eles não fecharam.” Brinaldo Mesquita citou um caso que foi parar no Procon: a Corsan quer cobrar para fazer uma rede de abastecimento na rua José Zingano, no Distrito Industrial, quando deveria fazer sem custo. Ele ainda salientou que a Betânia, no outro lado da ERS-118, não tem água encanada. “45 anos e eles ainda não botaram água. Tem que cobrar na Justiça e multa eles”. O vereador ainda afirmou que tem uma grande preocupação com os hidrantes espalhados na cidade e que estariam sem manutenção. “Vai dar um incêndio e eu quero ver como vamos resolver.”

Para Marco Barbosa a cobrança maior dos vereadores deve recair sobre a prefeitura, pois ela concedeu o serviço e tem o dever de fiscalizar o contrato. David Almansa questionou se a prefeitura, no caso da Princesa Isabel, não deveria ter acertado com a Corsan o desentupimento da rede de esgoto antes de recapear a via, agora esburacada. “O que estamos vendo ali é desperdício de dinheiro público”, disse.

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