Vereador suspeita de fraude nos estudos dos pardais - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Barbosa defende que haja critérios para que pedidos sejam atendidos - Foto: Arquivo/oreporter.net

Vereador suspeita de fraude nos estudos dos pardais

Denúncia foi feita pelo vereador Marco Barbosa na Tribuna da Câmara na sessão desta terça-feira (11)

Cachoeirinha – O vereador Marco Barbosa retomou a polêmica em torno da regularidade dos controladores de velocidade instalados em 11 pontos em Cachoeirinha. O parlamentar disse na Tribuna da Câmara na noite desta terça-feira (11) que há fortes indícios que os estudos anuais apresentados pela Prefeitura foram fraudados.

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O parlamentar teve acesso a cópias dos estudos anuais que a Prefeitura deve fazer conforme determina a Resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Ele recebeu o material da diretora de Mobilidade, Tatiana Boazão, na última sexta-feira, mesmo dia em que o prefeito Miki Breier e o secretário de Segurança e Mobilidade, Joaquim Fortunato, reuniram vereadores de apoio ao governo e a imprensa para falar sobre a polêmica.

Barbosa lembrou que os vereadores ( ele, Rubens Otávio e Jacqueline Ritter) foram verificar uma denúncia recebida de que os documentos não estavam disponíveis na secretaria e na Junta Administrativa de Recursos e Infrações (Jari) e confirmaram isso.

Ele argumentou que a Prefeitura levou uma semana para apresentar os estudos. “Estranho a entrevista dada pelo prefeito aonde faz alegações de baixo nível, desqualificando o trabalho que vem sendo feito pela Câmara, pelos vereadores, para não dizer outras coisas que foram ditas (pelo prefeito), levantando suspeitas e distorcendo o assunto, com se fôssemos contra os pardais”, disse.

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Os vereadores queriam, segundo Barbosa, apenas ver os estudos e nos locais onde deveriam estar. “Na sexta-feira, dia 7, a diretora (Tatiana) nos entregou dois laudos de estudos técnicos de 2017 e 2018. Copia e cola. Sem datas, incompletos e há fortes indícios de que esses documentos são fraudados. Eu afirmo aqui nessa Tribuna sem nenhum medo de dizer isso. Não somos peritos, mas não somos idiotas, não somos palhaços e tem que ter respeito com o trabalho (de fiscalização) que está sendo feito.”

Segundo o vereador, que não entrou em detalhes sobre os indícios, o Ministério Público, que recebeu uma representação feita pela vereadora Jacqueline Ritter, está encarregado de investigar o caso. O vereador Rubens Otávio também tocou no assunto e acrescentou que nos estudos há fotos dos pardais copiadas do Google. “Não foram lá ver (tirar fotos nos locais).”

Cristian viu documentos e descarta fraude

O vereador Cristian Wassem, que é advogado, saiu em defesa do Governo. “Eu examinei os estudos técnicos. Imaginava numa produção posterior dos estudos (após a denúncia) e percebi que as páginas tinham até marca de ferrugem, são folhas manuseadas”, disse. Ele acrescentou ainda que se os vereadores acharem que seja possível uma perícia, que ela seja realizada.

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