POLÍTICA

Vereador do PT critica vale-alimentação mas vota a favor para receber

Gustavo Almansa apontou que projeto não estava acompanhado de justificativa e impacto financeiro

Cachoeirinha – O vereador do PT, Gustavo Almansa, criticou na noite dessa quinta-feira (24), na Sessão da Câmara, a votação de projetos da Mesa Diretora criando vale-alimentação para parlamentares e dois novos cargos no Legislativo, além do realinhamento salarial de cargos em comissão.

“Eu gostaria aqui de mencionar que alguns projetos, inclusive, quase todos, eles não possuem justificativa e eles não possuem também o impacto financeiro para a Câmara Municipal. Esse é um problema bastante grave, assim, para gente que tenta ler e entender o projeto. Qual o objetivo, o que que vai melhorar, o que que tá faltando? Tem um dos projetos, inclusive, que fala sobre cargos, por exemplo, a gente vê que isso aconteceu há pouco tempo, um reajuste de cargo. Hoje a gente vê mais um ajuste sem entender muito o motivo, né? O que que tá faltando aqui na Câmara? O que que não tá funcionando?”, questionou.

O vereador reclamou da estrutura do seu gabinete. “Eu, por exemplo, tô com um gabinete sem o ar-condicionado funcionando desde o final do ano passado, sem maçaneta, uma luz queimada. Se fosse para infraestrutura, eu ia votar favorável, porque é algo que tá defasado mesmo e que a gente não vê funcionando. Agora, outras áreas, a gente não consegue enxergar”, argumentou.

Apesar da manifestação, o vereador votou favorável para receber o vale-alimentação. Ele será de 20% sobre o salário nível 6 do servidor efetivo da Câmara. Segundo a assessoria de imprensa do Legislativo, o salário é de R$ 3.823,43. O vale, então, será de R$ 765,00.


Vice-prefeito eleito pede para Gustavo renunciar ao valor

O vereador e vice-prefeito eleito, Mano do Parque, criticou o posicionamento de Gustavo e pediu para ele apresentar um requerimento à Mesa Diretora dizendo que não teria interesse em receber o vale-alimentação. O parlamentar ainda elogiou o presidente da Casa, Gilson Stuart, porque todos os projetos possuem justificativas, impactos financeiros e até pareceres jurídicos. No caso do vale-alimentação, ele é considerado legal pelo Tribunal de Contas do Estado.

“Muitas vezes a gente vem na Tribuna e fala, fala, fala contra, mas são os primeiros a pegar. Faz um requerimento e você diz: Ó, eu não quero receber o aumento que vai ser dado hoje. Aí a gente resolve a situação. E os senhores podem fazer os videozinhos de vocês, para botar na mídia, para dizer que vocês são os santos, que vocês são os caras, entendeu?”, disse Mano, salientando que parlamentares do PT são os primeiros a bater na porta da presidência da Câmara para pedir o preenchimento de cargos criados.

Já Flávio Cabral lembrou que Gustavo faz parte da Mesa Diretora e que deveria saber os detalhes dos projetos apresentados por ela. Segundo ele, a justificativa, impacto financeiro e parecer foram cadastrados no sistema interno de acesso ao vereadores e quem acessou pode conferir os dados.

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