POLÍCIA

Três são presos em Cachoeirinha, em operação contra a tele-entrega de drogas

Além dos presos em Cachoeirinha, uma mulher também foi presa em Gravataí. Ao total durante a operação Erga Omnes foram presas 32 pessoas

Cachoeirinha – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, através da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (3ª DIN) do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou nesta quarta (30) a operação Erga Omnes com o objetivo de desarticular um esquema organizado de tele-entrega de entorpecentes em Porto Alegre e região metropolitana que lavava dinheiro com empresas de fachada.

Ao todo, 300 policiais civis do Denarc, em 100 viaturas, com apoio da CORE, deram cumprimento a mais de 350 ordens judiciais, sendo 43 de prisão, 54 de busca e apreensão, bloqueios de conta, sequestro de bens e quebras de sigilo. No Rio Grande do Sul, os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Taquara, Xangri-lá, Tapes, Osório, Santa Cruz do Sul, Cachoeirinha, Gravataí, Canoas, Eldorado do Sul e Capão da Canoa. 32 pessoas foram presas.

A ação acontece após mais de um ano de investigação. As apurações iniciaram após uma série de prisões efetuadas que permitiram delimitar o esquema é as funções de todos os membros do grupo. Foi possível contatar pessoas com alto poder aquisitivo participando ativamente da organização criminosa, como advogados, contadores, empresários e bioquímicos.


O Delegado Gabriel Borges, titular da 3ª DIN, destaca que foi um duro golpe ao crime organizado, desarticulando um grupo criminoso que atua há pelo menos uma década. Em Gravataí, uma mulher foi presa e em Cachoeirinha, foram presos três homens. Além do envolvimento no tráfico de drogas, eles faziam a lavagem de dinheiro, através de compra de imóveis, veículos, abertura de contas em nome de laranjas e na abertura de empresas de fachada.

O Delegado Alencar Carraro, Diretor de Investigações do Narcotráfico, ressalta que o resultado é fruto de um intenso trabalho de investigação, atacando as lideranças do crime organizado e o patrimônio oriundo do tráfico de entorpecentes.

A investigação prossegue para identificar e responsabilizar criminalmente os demais integrantes do grupo criminoso.

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