Suposta importunação sexual envolve pai e mãe atípicos em Cachoeirinha
Troca de acusações ganhou repercussão em redes sociais e ambos registraram ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia

Cachoeirinha – Um caso de suposta importunação sexual registrado na 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha envolvendo integrantes de grupos ligados à causa das famílias atípicas repercutiu nesta segunda-feira (18). A ocorrência foi registrada por uma mulher que relata ter sido vítima de atos libidinosos praticados por um homem conhecido por atuar junto a famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher afirmou à polícia que o homem é uma liderança na causa autista e que, no dia citado no registro, ele a convidou para conversar dentro do veículo dele. Conforme o relato, os dois foram até o Pier de Cachoeirinha, às margens do Rio Gravataí, próximo à ponte.
Na ocorrência, a comunicante afirma que o homem teria dito que desejava manter um relacionamento com ela e, em seguida, passado a praticar atos libidinosos sem consentimento. O documento descreve que ele teria esfregado as mãos nas pernas da mulher e a empurrado até uma pequena construção existente no local, continuando as investidas físicas e tentando beijá-la à força.
Ainda de acordo com o registro policial, a mulher relatou que recusou as investidas e ouviu do homem que ele pretendia se separar da esposa para ficar com ela. O boletim também aponta que, após o episódio, ela teria sido chamada de “vagabunda” em mensagens enviadas pelo investigado.
A mulher afirma ainda que o homem teria insistido em conversar pessoalmente para “tirar a limpo” a situação e que, diante da negativa dela, teria dito que “muitas coisas” poderiam acontecer caso fosse até a casa dela. O registro cita também uma chamada de vídeo em que o homem teria pedido para que ela não contasse o caso a ninguém. Ao final do boletim, a mulher manifestou interesse em representar criminalmente contra o investigado.
O homem nega as acusaões. Ele afirmou à reportagem que, nos últimos dias, passaram a circular comentários envolvendo seu nome e sua atuação junto às famílias atípicas. Segundo ele, houve uma conversa com uma integrante de grupos relacionados à causa das famílias atípicas e, posteriormente, decidiu encerrar qualquer possibilidade de vínculo ao considerar que a situação tomou um rumo inadequado, destacando ser casado.
Ele afirmou ainda que passou a sofrer ameaças, mensagens intimidatórias, contatos com terceiros, uso de perfis falsos e disseminação de acusações “descontextualizadas”. Disse também que esses fatos já estariam sendo encaminhados às autoridades competentes.
O homem declarou ainda que teria registrado anteriormente um boletim de ocorrência por ameaça e perseguição contra a mulher que o denunciou. Na nota, classificou a denúncia feita contra ele como “caluniosa”. “Por responsabilidade e respeito às pessoas envolvidas, não entrarei em detalhes pessoais, nem farei debate público sobre o caso”, afirmou.





