Stédile não topa acordo e enfrenta Beto Albuquerque


O Deputado Federal José Stédile decidiu enfrentar Beto Albuquerque na eleição do novo presidente do PSB gaúcho que acontece nesse sábado (2) no auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa. O Congresso Estadual do PSB, que contará com a presença do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, vai eleger o novo diretório e a Executiva para a gestão 2017/2020.
Stédile, em material de campanha divulgado em redes sociais, faz uma crítica velada a forma como o partido vem sendo conduzido por Beto Albuquerque. Defende maior participação dos municípios e transparência. “Eu não quero que o nosso partido informe os municípios das decisões, mas que ouça os municípios”, diz em vídeo.
O grupo de Stédile e do seu fiel escudeiro Vicente Pires transita meio desconfortável dentro do PSB. Perdeu espaço a começar pela indicação do então deputado estadual, Miki Breier, para ser o candidato a prefeito de Cachoeirinha. Beto Albuquerque foi decisivo.
Logo depois, Vicente mirava a secretaria do Trabalho e Assistência Social ocupada por Miki no Governo Sartori. A definição ficou por conta da Executiva Estadual, onde Miki tem ampla maioria. A decisão de quem seria o indicado foi para o voto e o deputado Catarina Paladini deixou Vicente com o pires na mão.
Veio a eleição do novo Diretório e Executiva em Cachoeirinha e não restou outra alternativa para o grupo de Stédile que não fosse aceitar uma chapa de consenso. Stédile, então, fortaleceu a convicção que precisa assumir o controle do partido no Estado e as reuniões propostas pela situação, para tentar um acordo, não deram em nada. Por vezes, foram exaustivas e tensas.
Nos últimos dias ganhou força uma debandada do seu grupo para o PDT. Não seria nenhuma novidade, pois Stédile já fez isso quando comandou o esvaziamento do PT. O parlamentar chegou a comentar este assunto em vídeo de campanha, afirmando que não pensa em deixar o PSB.
Por aqui é sabido por todos que o grupo de Stédile incentivou a reorganização do PDT e deu tão certo que o partido saiu das cinzas para colocar três vereadores no Legislativo. A cama estaria pronta e Pompeo de Mattos, presidente estadual da sigla, com quem Stédile tem muita proximidade, o receberia de braços abertos.
Neste sábado é incerto como vai terminar o congresso socialista. Analistas projetam que Stédile corre o sério risco de ficar sem nenhuma representação na Executiva, tornando ainda mais desconfortável sua permanência no ninho.




