Sextas e sábados são os dias de mais mortes em acidentes em Cachoeirinha - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
36,7% do total de acidentes são de atropelamentos - Foto: Roque Lopes/arquivo

Sextas e sábados são os dias de mais mortes em acidentes em Cachoeirinha

Levantamento inédito do DetranRS mostra que o turno da noite nestes dias concentra maior parte dos óbitos

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Cachoeirinha – Sextas à noite e sábados à tarde e à noite concentram a maioria das mortes em acidentes envolvendo veículos em Cachoeirinha. E a Flores da Cunha é a via mais perigosa. Entre os mortes, a maioria é de pedestres e entre eles a maior parcela está em pessoas com mais de 60 anos. O levantamento inédito foi realizado pelo DetranRS para servir como subsídio para prefeituras definirem estratégias para diminuírem os números de acidentes.

Os dados são de 2011 a 2020, período no qual foram identificados 90 acidentes fatais que resultaram em 90 mortes, sendo 2017 o ano menos violento no trânsito registrando 5 acidentes fatais, enquanto o ano de 2013 apresentou os maiores índices quando ocorreram 12 mortes em decorrência de lesões causadas em acidentes no trânsito.

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Com relação à distribuição dos acidentes por dia da semana e turnos, destaque para os sábados que corresponderam a 22% dos acidentes fatais analisados no período, quando ocorreram 20 óbitos, havendo maior concentração nos turnos da tarde e noite. Quanto aos demais dias da semana, foram observados números elevados de acidentes nas noites de sexta-feira, quando ocorreram 9 acidentes fatais. No geral, a maior concentração de acidentes aconteceu no turno da noite que registrou 34 acidentes fatais, representando 38% do total de óbitos no trânsito.

Em relação à natureza dos acidentes fatais, conforme o relatório elaborado pela assessoria técnica do DetranRS, os maiores índices são dos atropelamentos com 36,7% do total de acidentes, seguido das colisões (frontais e traseiras) que representaram 30% dos acidentes fatais no período. Quanto ao turno, observou-se que 38% dos acidentes fatais ocorridos em Cachoeirinha, considerando todos os tipos de via, ocorreram durante a noite.

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Mais acidentes em vias municipais

Quanto à distribuição dos acidentes fatais por tipo de via, estes ocorreram em vias municipais e em rodovias estaduais e federais, sendo que as vias municipais concentraram 70% dos acidentes fatais no período: foram 63 acidentes que resultaram em 63 mortes, destes 36,5% foram atropelamentos, seguido das colisões frontais e traseiras (30%), já com relação aos turnos, identificou-se maior concentração dos acidentes no turno da noite quando ocorreram 22 acidentes fatais (35%).

Quanto aos logradouros com maior incidência de acidentes, destaque para a Avenida General Flores da Cunha que registrou 27 acidentes, concentrando 30% do total de acidentes fatais no período e 43% dos acidentes ocorridos nas vias urbanas de Cachoeirinha. Analisando os acidentes ocorridos nas rodovias estaduais, foram registrados 16
acidentes com morte na RS 118 que representam 18% do total, destes 5 foram atropelamentos todos ocorridos durante a noite. Já nas rodovias federais, a BR 290 registrou 11 acidentes fatais, sendo 45,5% atropelamentos.

Tipos de veículos

Analisando os tipos de veículos envolvidos em acidentes fatais, identificou-se que 41% dos acidentes tiveram o envolvimento de motocicletas e outros 19% tiveram participação de caminhões. Quanto ao perfil geral das vítimas fatais em Cachoeirinha, 77% eram do sexo masculino e 21 eram mulheres. Identificou-se que 68% dos homens que faleceram estavam conduzindo veículos (todos os tipos) no momento do acidente. Já as mulheres, 62% eram pedestres e 24% estavam na condição de passageiras de veículos.

Mais mortes entre pedestres

Nos acidentes ocorridos em Cachoeirinha, destacam-se as mortes de pedestres que representaram 35,6% dos óbitos, destes 47% eram idosos com idade igual ou superior a 60 anos e os homens corresponderam a 59% das mortes de pedestres. Em seguida estão os ocupantes de motocicletas (considerando motonetas e ciclomotores), estes corresponderam a 34% dos óbitos: faleceram 29 motociclistas e 2 caronas, sendo que 31% dos motociclistas mortos tinham entre 21 e 24 anos de idade.

Outro fato é que a predominância destes partícipes é dos homens, entre as mulheres falecidas estão uma motociclista e duas caronas. Já os ocupantes de veículos quatro rodas, estes representaram 21% das mortes: foram 13 condutores e 6 passageiros, 61,5% dos condutores falecidos tinham entre 18 e 39 anos de idade, sendo apenas uma do sexo feminino. Quanto aos ciclistas, no período de 2011 a 2020 foram registradas 5 mortes de ciclistas do sexo masculino, sendo 2 menores de idade.

Ainda quanto à participação das vítimas fatais, a maioria dos condutores e motociclistas falecidos eram homens (95% do total), identificou-se que 17% dos condutores falecidos não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), enquanto esse índice foi de 14% em relação aos motociclistas. Quanto ao tempo de habilitação dos condutores e motociclistas falecidos, destaque para os motociclistas, 28,6% tinham até 5 anos de CNH, enquanto 33% dos condutores falecidos tinham entre 5 e 10 anos de tempo de habilitação.


No que se refere a faixa etária das vítimas fatais, identificou-se 30% dos óbitos foram de jovens com idade entre 18 a 29 anos, sendo que 18% dos falecidos tinham entre 21 e 24 anos de idade. Outras faixas etárias com representatividade são das vítimas com idade entre 45 e 49 anos que concentraram 8% dos óbitos e os idosos que representaram 24% das mortes no período analisado.

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