Saúde: Fique atento à tuberculose
Tosse há três semanas indica que você deve procurar uma Unidade de Saúde
Cachoeirinha – Tosse prolongada, há três semanas ou mais, é o alerta de que chegou a hora de procurar uma Unidade de Saúde ou o Serviço de Atendimento Especializado (SAE), na rua Osvaldo Cruz, 610, bairro Parque Brasília, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Nestes locais, em Cachoeirinha, é feito o primeiro atendimento aos pacientes com suspeita de tuberculose.
Ali mesmo é feita a coleta de material para exames, sem a necessidade de requisição médica, explica Cristina Fontoura Marques Kliemann, enfermeira do Programa de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde. A tuberculose tem cura e a transmissão é aérea, através da tosse, da fala, do espirro de uma pessoa doente de tuberculose para outra. Os sintomas mais comuns são: tosse com ou sem escarro, falta de ar, febre baixa, normalmente ao entardecer, sudorese noturna, falta de apetite, perda de peso e cansaço excessivo.
Em Cachoeirinha, são diagnosticados até 80 novos casos ao ano. “Parece um número baixo, mas é importante pelo número de habitantes que a cidade tem”. Outra questão importante é a taxa de abandono do tratamento na cidade, que chega a 13% dos casos. “O ideal, segundo o Ministério da Saúde, é que ela esteja abaixo de 5%”, completa Cristina.
Panorama no Estado
A situação da doença no Brasil e no Rio Grande do Sul é desfavorável, com altas taxas de abandono de tratamento e, por isso, baixa incidência de cura. Em 2018, o Boletim do Programa Nacional de Controle da Tuberculose apontou o Estado em 5º lugar em taxas de incidência em todo o país. Em solo gaúcho, neste milênio, as taxas têm se mantido entre 40 e 45 casos por 100 mil habitantes. Esses números são maiores do que os apresentados no nível nacional, que giram em torno de 32 a 33 casos por 100 mil habitantes.
A realidade mais complicada está em Porto Alegre e Região Metropolitana, com 70% dos casos. Existem populações específicas com taxas mais elevadas de tuberculose do que a população geral.
Conforme a médica pneumologista Carla Jarczewski, coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose e diretora técnica do Hospital Sanatório Partenon, a manutenção do tratamento é fundamental. Quem desiste da medicação corre o risco de contrair um germe ainda mais resistente, mais difícil de combater. Aí passa de seis para 18 meses de tratamento e o adoecido continua transmitindo dentro da sua comunidade.
(Com informações da SES/RS)






