Saiba como será a vacinação contra a Covid em Cachoeirinha - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Vacinação começou na última segunda-feira (18) - Foto: Divulgação

Saiba como será a vacinação contra a Covid em Cachoeirinha

Ato simbólico do início da imunização deverá ser realizado nesta terça-feira (19)

Cachoeirinha – As primeiras doses da vacina contra a Covid-19 deverão chegar em Cachoeirinha nesta terça-feira (19). Nesta primeira fase somente serão vacinadas as pessoas que estão em instituições de longa permanência e profissionais da área da saúde que estão na linha de frente no enfrentamento da doença.

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A prefeitura de Cachoeirinha ainda não sabe quantas doses serão destinadas para o município e caso cheguem nesta terça um ato simbólico para iniciar a vacinação será realizado no Hospital de Campanha.

Quando as demais fases da imunização for iniciada, dependendo de definições do Ministério da Saúde, as vacinas serão aplicadas em oito unidades de saúde. A Prefeitura irá divulgar quando cada grupo poderá procurar os locais.

Butantan tira dúvidas sobre a CoronaVac

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Os testes para estudos clínicos com a vacina do Butantan começaram em julho do ano passado em 7 estados, incluindo o DF. O estudo foi realizado com 13.060 voluntários, todos profissionais da saúde e expostos diariamente à Covid-19. Metade do grupo recebeu placebo e a outra metade tomou a vacina.

Desde o início dos estudos, 252 pessoas foram infectadas: 167 do grupo placebo e 87 que tomaram a vacina. É importante destacar que entre os vacinados, não houve nenhum caso grave e nem moderado.
Os resultados do estudo da fase 3 mostraram que nos casos graves e moderados a eficácia é de 100%. Para os casos leves, 78% e, nos muito leves, 50,38%. Isso significa que temos 50,38% menos chances de contrair a doença. Se contrairmos, há 78% de chance de não precisarmos de qualquer atendimento médico e 100% de certeza de que a enfermidade não vai se agravar.

Já muito utilizada entre as produções do Butantan, a tecnologia do vírus inativado funciona da seguinte forma: o vírus é cultivado e multiplicado numa cultura de células e depois inativado por meio de calor ou produto químico. Ou seja, o corpo que recebe a vacina com o vírus – já inativado – começa a gerar os anticorpos necessários no combate da doença.
Após tomar a vacina, quem contrair o vírus não desenvolverá a doença, mas poderá transmiti-la. As vacinas atuam na prevenção e evitam o contágio, induzindo a criação de anticorpos por parte do sistema imunológico.

Outras dúvidas sobre a CoronaVac

Por que a eficácia muda de uma vacina para outra? A eficácia de cada estudo muda dependendo do ensaio clínico conduzido. Os critérios podem ser diferentes de país para país e fatores como quantidade de voluntários testados, nível de exposição ou contato com o vírus – inclusive a maneira como os sintomas foram percebidos ou acompanhados durante os testes – contribuem para diferentes resultados.

Por que a eficácia da CoronaVac é menor? O estudo traçou um estudo diferenciado ao selecionar somente profissionais da saúde e que atuam diretamente na linha de frente. Nenhuma das demais vacinas foi testada em um ambiente de incidência tão alta. Nossa vacina ter apresentado uma eficácia de 50,38% não quer dizer que não seja boa. Pelo contrário, a eficácia de 50,38% da Coronavac está dentro do recomendado estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Anvisa, e quando comparada a outras vacinas como a da gripe, por exemplo, a eficácia é ainda maior.

Qual a principal vantagem dessa vacina? A vantagem da CoronaVac comparada a outras vacinas é a logística de armazenamento e distribuição, já que a temperatura de conservação exigida é entre 2 e 8°C, média que os freezers disponíveis no Brasil utilizam para outras vacinas.

Quais os efeitos adversos da vacina? Os efeitos mais comuns apresentados após a vacina foram: dor no local da aplicação e dor de cabeça após a primeira dose. Também não foram registrados efeitos adversos graves e de interesse especial relacionados à vacinação.

Quem pode tomar a vacina e quantas doses serão necessárias? Inicialmente, o programa de imunização terá como alvo profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas. Terminada essa primeira fase da campanha, os demais grupos serão vacinados. Crianças e grávidas não entraram nos primeiros testes, mas participarão em breve dos estudos do Butantan. As duas doses da vacina somam 50,38% de eficácia e, durante o estudo, a segunda dose foi aplicada num intervalo de 14 a 28 dias em relação à primeira.

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