Saiba como será a desativação da Pirelli em Gravataí - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Empresa emprega 900 trabalhadores - Foto: Divulgação

Saiba como será a desativação da Pirelli em Gravataí

A quinta maior fabricante de pneus do mundo anunciou nesta segunda a transferência da linha de produção de Gravataí para Campinas, em São Paulo

A desativação da Pirelli em Gravataí, no Rio Grande do Sul, vai acontecer gradativamente até ser completada a operação em 2021. A linha de produção de pneus para motos será transferida para Campinas, em São Paulo, gerando na planta gaúcha a demissão de 900 trabalhadores. Outros 300 empregos indiretos serão perdidos.

A Pirelli pertence a China National Chemical Corp (ChemChina), empresa estatal chinese fundada em 2004. A compra foi aprovada em 2016 pelos órgãos reguladores em uma operação de 7,1 bilhões de euros por 26,2% das ações da empresa italiana. Esta aquisição foi realizada por meio da China National Tire & Rubber Co., que é subsidiária da ChemChina no setor de borrachas.

Com uma reestruturação corporativa, a Pirelli seguiu identificando os pneus destinados ao consumidor, enquanto os destinados para o setor industrial receberam o nome de Prometeon, resultado da integração do Grupo Aeolus (maior fabricante de pneus para caminhões da China)  e do Grupo Prometeon Tyre Group (ex-Pirelli Industrial).

Em Gravataí, a Prometeon é a responsável pela produção da linha de pneus para caminhões. Esta será mantida pelos chineses. A outra linha, a que será desativada, é dedicada a fabricar pneus para motos. “A reorganização permitirá a criação de um polo industrial à serviço dos mercados latino-americanos, que se dedicará à produção de pneus de carro e motos”, disse a Pirelli em nota informando que vai concentrar linhas de produção em Campinas, São Paulo, onde serão investidos R$ 530 milhões de 2019 a 2021.

As operações da Prometeon e Pirelli são as responsáveis pela segunda maior geração de ICMS em Gravataí. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Artefatos de Borracha de Gravataí foi pego de surpresa pela notícia nesta segunda.

O presidente Flávio de Quadros, em entrevistas, disse que está aguardando um comunicado oficial da empresa e que pretende buscar alternativas para evitar as demissões. Uma das possibilidades é a Prometeon ir absorvendo os trabalhadores ao longo dos próximos 24 meses, prazo dado pela Pirelli para a desativação completa da linha de pneus para motos.  

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