NACIONAL

Rumos da cultura em Cachoeirinha serão debatidos no sábado

8ª Conferência Municipal está marcada para iniciar às 9 horas com o tema “desafios do fazer cultural no pós-pandemia”

Cachoerinha – O setor cultural foi um dos mais afetados durante a pandemia e neste sábado este será o tema central da 8ª Conferência Municipal da Cultura que acontece das 9 às 17h30min na sala multiuso da secretaria municipal da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, na rua Érico Veríssimo, 470. A comunidade cultural poderá participar dos debates fazendo inscrições na hora no local do evento.

Com o tema “Desafios do fazer cultural no pós-pandemia”, a conferência quer colocar em debate o que Cachoeirinha precisa fazer para avançar na estruturação do Sistema Municipal de Cultura. A produtora cultural Sônia Zanchetta, uma das principais ativistas do segmento, defende que deveria haver uma grande presença de representantes de todas as áreas, mas aponta que a divulgação da conferência praticamente não aconteceu.

Ela ainda pondera que a secretaria deveria ter convidado representantes do Conselho Estadual da Cultura e da própria secretaria estadual para qualificar os debates. Sonia entende que deixar os temas para serem conduzidos apenas por agentes políticos que não se mantém nos cargos pode ser prejudicial.

A produtora cultural tem insistido para que Cachoeirinha complete o Sistema Municipal da Cultura, “por ser essencial para que Cachoeirinha tenha sua situação regularizada nos sistemas nacional e estadual.

“Já temos o órgão gestor, o Plano Municipal da Cultura instituído por lei no primeiro semestre, apesar de que sua primeira minuta estava pronta desde 2014, o Fucca, que voltou a ter editais publicados, na mesma época, depois de uma interrupção de seis anos, o Conselho que existe desde 2007, mas esteve inativo quase todo o ano de 2020, e a Conferência. Ainda nos falta tirar o Plano da Cultura do papel e criar o Sistema de Informações e Indicadores Culturais, o Programa de Formação na Área da Cultura, os sistemas setoriais de Cultura e as comissões intergestores”, detalha.

O secretário municipal da Cultura, Ildo Júnior, argumenta que não há a necessidade da presença de representantes do conselho estadual e da secretaria estadual. “Nós temos pessoas qualificadas e com plenas condições de debatermos e estabelecermos o que precisa ser feito. O que a Sonia aponta vai estar em debate”, afirma, salientando que a divulgação da conferência aconteceu como em outros anos.

O presidente do Conselho Municipal da Cultura, Gabriel Nardi, também entende não ser necessária a presença de pessoas de fora da cidade. O Conselho Municipal da Cultura se reuniu na última terça-feira e a conferência foi o assunto principal da pauta.

“O conselho é o responsável pela organização da conferência. Esse ano eu senti que não tinha fôlego para organizar e solicitei o apoio e a estrutura da secretaria para me ajudar. O pessoal me ajudou, em especial o Guilherme Dias da Silva, que é historiador da secretaria e conselheiro. Eu, praticamente deixei a cargo o Guilherme e me coloquei à disposição no que eu podia. Não vejo algo que poderia ser diferente. Eu ouvi alguns membros da comunidade me alertando se não iríamos trazer conferencistas, mas eu acho que a mensagem da conferência é muito clara. São os membros da comunidade que têm que falar. A conferência vai ter o tamanho que a gente pode buscar. Não teria nada que eu mudaria. Talvez sobre a divulgação. É uma crítica antiga, talvez a secretaria poderia fazer uma busca ativa, mas isso não é uma realidade e a gente sabe. O que se tem até o momento, foi o que deu para fazer”, comenta.

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