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RS reforça combate ao bullying na rede estadual de ensino

As iniciativas foram destacadas nesta terça-feira (7), data em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul ampliou ações voltadas à prevenção do bullying e do cyberbullying nas escolas da rede pública estadual. As iniciativas foram destacadas nesta terça-feira (7), data em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, com atividades que incentivam a escuta, o diálogo e a convivência entre estudantes, professores e comunidade escolar.

Coordenadas pela Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul, as ações fazem parte de uma política permanente voltada à construção de ambientes escolares seguros e à prevenção de diferentes formas de violência no contexto educacional.

Na rede estadual, o trabalho é desenvolvido por meio do Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar (NCBEE), responsável por promover a cultura de paz, fortalecer a convivência e atuar na mediação de conflitos. A iniciativa envolve escolas, Coordenadorias Regionais de Educação, famílias e a rede de políticas públicas.

Criado em 2023, o núcleo desenvolve estratégias voltadas à melhoria do clima escolar e ao apoio às instituições de ensino na construção de relações mais equilibradas. Entre 2024 e 2025, mais de 1.040 profissionais foram capacitados como facilitadores para conduzir os chamados Círculos de Construção de Paz, práticas restaurativas que estimulam o diálogo, a escuta e a resolução coletiva de conflitos.


O acompanhamento das situações registradas nas escolas ocorre por meio da plataforma da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave+). Dados do sistema indicam que apelidos pejorativos e atitudes com intenção de constranger colegas estão entre as formas mais recorrentes de bullying e cyberbullying.

Segundo os registros, a maior parte dos episódios ocorre dentro da sala de aula. Já no ambiente digital, a diversidade de plataformas e a menor supervisão direta de adultos ampliam os desafios para o enfrentamento desse tipo de violência.

Quando um caso é identificado, a escola realiza o registro na plataforma Cipave+. A partir da notificação, equipes das Coordenadorias Regionais de Educação acompanham a situação, avaliam as medidas adotadas e definem estratégias de intervenção em conjunto com a instituição de ensino. As ações podem incluir orientações técnicas, acompanhamento remoto, visitas presenciais e, quando necessário, acionamento de serviços da rede de proteção, como saúde, segurança e assistência social.

Atualmente, a rede estadual conta com quase duas mil comissões escolares voltadas à prevenção de violência. Desde 2023, mais de seis mil ações preventivas foram registradas pelas próprias escolas por meio da plataforma.

O trabalho também recebe apoio de equipes multiprofissionais distribuídas nas Coordenadorias Regionais de Educação. Mais de 60 profissionais das áreas de psicologia e serviço social atuam no suporte técnico e psicossocial às instituições de ensino, acompanhando estudantes em situação de vulnerabilidade e orientando ações de convivência.

A formação continuada dos profissionais da educação também integra a estratégia. A rede disponibiliza cursos e materiais de apoio na plataforma Cipave+, além de conteúdos vinculados ao Protocolo de Paz e Segurança nas Escolas.

Entre os materiais já lançados estão orientações sobre prevenção de ameaças às escolas, enfrentamento da violência racial, de gênero e da LGBTQIA+fobia. Para 2026, está prevista ainda a publicação de um protocolo específico para o enfrentamento do bullying e do cyberbullying na rede estadual de ensino.

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