GRAVATAÍ

“Revolta-nos a lentidão com que certas providências são tomadas”, diz Zaffa

Prefeito divultou nesta quinta-feira (18) uma carta onde relata os esforços da prefeitura para reestabelecer a normalidade depois do temporal

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Invista em Gravataí/RS

Gravataí – A lentidão com que serviços concedidos estão sendo reestabelecidos em Gravataí causou desconforto ao prefeito Luiz Zaffalon. Nesta quinta-feira (18) ele divulgou uma carta onde relata os esforços da prefeitura e critica a lentidão no reestabelecimento de serviços que não são de competência da prefeitura. “…entendo a frustração e a revolta de quem teve perdas enormes”, escreveu.

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Confira, a seguir, a íntegra do que o prefeito disse:

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Logo nos primeiros instantes após o terrível temporal, começamos a trabalhar duro. O rastro era desolador: 32 escolas destelhadas, oito unidades de saúde com problemas, a Casa do Bem destruída, asilos e abrigos de menores destelhados, estradas interrompidas, semáforos arrancados pelo vento ou quebrados. Porém, em 24 horas, quase tudo que dependia da prefeitura estava normalizado: entregamos lonas e telhas, roupas e comida para centenas de famílias. Nossas máquinas e caminhões trabalham ininterruptamente; acolhemos famílias e pessoas que não tinham pra onde ir.

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Mesmo para aqueles serviços que não são concessão do município, ou seja, sobre os quais não temos ingerência – energia elétrica, Telecom e distribuição de gás –, ainda assim nos mobilizamos junto aos órgãos responsáveis, no sentido de uma melhor resposta. Busquei priorizar com a RGE o Hospital, unidades de saúde e segurança pública, e com a CORSAN, a adução e tratamento de água.

Passados três dias do evento, mais de 20% da cidade ainda está sem luz, e isto causa, em alguns casos, falta d’água. E tudo o que posso fazer é colocar a estrutura da prefeitura à disposição para, ao menos, ajudá-los e protestar. Tenho feito isto e o farei oficialmente às agências reguladoras; não podemos conviver calados com esta situação. Revolta-nos a lentidão com que certas providências são tomadas, especialmente, em um momento como este, que afeta uma cidade de quase 300 mil habitantes.

A RGE diz que tem mais de 70 equipes trabalhando em Gravataí, Canoas e Cachoeirinha. Deveriam ter 150, 200? Talvez, mas entendo que um temporal como este ocorre de 15 em 15 anos. Eu moro há 30 anos aqui e nunca tinha visto nada igual. Estruturas de manutenção são dimensionadas no mundo para a média histórica dos problemas. A causa principal é a infraestrutura do Brasil, que é obsoleta e compatível, infelizmente, com um país em desenvolvimento. É o que ainda somos. Todos nós temos que lutar para evoluir.

Finalmente, quero dizer que entendo a frustração e a revolta de quem teve perdas enormes. Não há como quantificar o prejuízo em sua totalidade. Juntos, vamos, até o limite de nossas forças, trabalhar para melhorar a nossa cidade. Vai passar.

Luiz Zaffalon, prefeito de Gravataí.

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