Ranking mostra que Juliano Paz melhorou a saúde em Cachoeirinha
Entre os maiores municípios do Rio Grande do Sul, Cachoeirinha ocupa a terceira colocação no Previne Brasil
Cachoeirinha – O ranking o Previne Brasil, um programa do Ministério da Saúde no qual são medidos sete indicadores para efeitos de financiamentos à Atenção Básica em saúde, coloca Cachoeirinha em uma posição de destaque. O município passou a figurar na terceira colocação entre os maiores do Rio Grande do Sul, atrás apenas de Gravataí e Santa Maria, e em quarto lugar entre as cidades com mais de 100 mil habitantes – Bento Gonçalves é a primeiro.
A divulgação dos indicadores ocorre a cada quadrimestre. No primeiro de 2022, entre todos os municípios do Estado, Cachoeirinha ficou na 139ª posição. Na comparação com o ano anterior, ocorreu uma evolução significativa. No primeiro quadrimestre de 2021, a cidade estava na 295ª posição. No segundo, piorou e foi parar na 366ª posição e no último melhorou um pouco ficando em 328º lugar.
Durante todo esse período, o titular da secretaria municipal da Saúde foi Juliano Paz. Quando assumiu o cargo em setembro de 2020, a cidade fechou último quadrimestre na pior colocação durante sua gestão, sendo classificada na 379ª posição. Todo o período foi marcado pela pandemia, o que tornou mais difícil contemplar todas as atenções necessárias para melhorar a qualidade dos serviços prestados à população, segundo ele.
Muito criticado durante sua gestão, que terminou em 27 de abril deste ano, três dias antes do fechamento dos dados do primeiro quadrimestre, o ex-secretário comenta que não há como dizer que o trabalho que vinha sendo realizado estava ruim.
“Fico muito contente porque os discursos contrários e ataques em redes sociais podem ser desmascarados pelos números e pelos dados. Dados concretos mostram que apesar de estarmos em meio a pandemia, nós conseguimos avançar. Há muito para avançar. Esses números não podem parecer que entregamos uma gestão perfeita e que estava tudo maravilho, mas mostra que estávamos caminhando no rumo certo”, salienta.
A melhora do desempenho, conforme Paz, aconteceu a partir da informatização das unidades de saúde e da secretaria, mas o ponto fundamental foi “um trabalho integrado com as equipes técnicas”.
“Os dados do Previne Brasil medem o desempenho e a qualidade da gestão. O primeiro passo que tomamos, talvez o mais importante, foi a informatização. Depois, foi o planejamento com duas reuniões semanais com a equipe de gestão, entre outras medidas. A equipe técnica, que é de servidores concursados, é maravilhosa e isso facilitou a definição e implementação do que precisava ser feito para melhorarmos”, explica.
Uma das preocupações principais, segundo o ex-secretário, foi com a atenção à criança. Nos indicadores relacionados a esse tema, como pré-natal, exame de sífilis e HIV em gestantes e cuidados com saúde bucal delas, o desempenho foi positivo, assim como a cobertura vacinal da poliomielite e aplicação da pentavalente.
Há três indicadores que precisam ser melhorados: exames citopatológicos, aferição de hipertensão e diabetes. Paz comenta que os dados dos dois últimos indicadores ainda foram afetados pela preocupação que as pessoas ainda tinham em sair de casa em função da pandemia. Já com relação à saúde da mulher, ele comenta que foi realizada uma capacitação para esta finalidade e que os resultados deverão aparecer no segundo quadrimestre deste ano.


