Quem é o novo secretário da Saúde e os dois maiores desafios - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
José Luis Barbosa - Foto: Álbum Pessoal

Quem é o novo secretário da Saúde e os dois maiores desafios

José Luis Barbosa tem larga experiência na área pública e chega para ocupar a secretaria que se transformou a principal do Governo em função da pandemia

Cachoeirinha – O novo secretário da Saúde, José Luis Barbosa, 55 anos, já começou a trabalhar nesta segunda-feira (13) tomando ciência dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos para o enfrentamento da pandemia e tem pelo menos dois desafios pela frente. O principal será encaminhar a permanência do funcionamento do hospital de campanha instalado no Ginásio da Fátima.

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O contrato de 90 dias vence no próximo dia 27 e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) analisa um pedido de tutela de urgência solicitado pelo setor de auditoria para que não haja a renovação. Os erros no processo de contratação da empresa, conforme esclarecimentos prestados pela Prefeitura no processo junto ao TCE, já foram sanados. A empresa Salva Saúde, do Espírito Santo, é a responsável pela estrutura, mas enfrenta problemas em outros municípios e chegou até ter seus bens bloqueados pela Justiça.

Outro desafio do novo secretário da Saúde está na UPA 24 Horas. O TCE emitiu uma tutela de urgência determinando que o contrato com a empresa XP3 Fund. Gestão e Investimentos em Saúde Eireli, não seja renovado. A recomendação é de que médicos permanentes para o plantão sejam contratados por um regime regular.

Antes da pandemia, a Prefeitura chegou a realizar uma licitação, mas cancelou devido a necessidade de mudar o memorial descritivo. Logo em seguida começaram a ser adotadas medidas para o enfrentamento do novo coronavírus e um contrato, com dispensa de licitação, foi realizado para suprir a falta de médicos e contratadas horas de trabalho a mais para suprir uma demanda maior que deveria ocorrer por conta da Covid-19. Para o TCE, o contrato para médicos permanentes poderia ser acrescidos de 25% e somente se faltassem profissionais é que uma nova contratação poderia ser feita.

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José Luis destaca que assumir a secretaria da Saúde, não só por esses dois problemas, mas por tudo o que ela significa neste período de pandemia, será seu maior desafio. “Esta será uma das mais desafiadoras missões que já assumiu. No entanto, por saber que poderei contar com a experiência e a qualidade de servidores comprometidos com a Saúde e com a cidade, vamos dar conta do trabalho”, afirma.

Formado em administração e gestão pública, José Luis destaca que a experiência acumulada ao longo dos anos em instituições de médio e grande porte, privadas e públicas, será importante para superar os obstáculos que têm pela frente.  Pela prefeitura de Cachoeirinha, ele já passou duas vezes. Em 2006, no Governo Stédile, esteve na secretaria de Governo e em 2014, no Governo Vicente Pires,  foi diretor de trânsito na secretaria de Mobilidade Urbana, nome que tinha na época.

Ainda na área pública, ele atuou por quatro anos na Assembleia Legislativa, passou pelo Daer e Secretaria de Infraestrutura do Estado. Com esta experiência e por seu conhecimento na área da criança e do adolescente, no Governo Sartori, assumiu a presidência de uma das maiores fundações públicas do estado, a Fundação de Proteção Especial, FPE. Nesta passagem, destaca, teve convívio direto com a alta e com a média complexidade do sistema de saúde.

No ano passado, ele foi diretor executivo Consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), durante a gestão de Miki Breier como presidente. “Neste consórcio, os valores ligados à saúde dos municípios associados, mais uma vez proporcionaram intimidade com a gestão e com as questões técnicas da área da saúde”, destaca. José Luis salienta que é um incentivador do trabalho em equipe e que gosta de trabalhar com metas “claras e objetivas”.

Para ele, o fato de não possuir formação na área da saúde, como seus dois antecessores, não é nenhum problema. “O secretário precisa entender de gestão. Não é ele que vai atender pacientes e prescrever medicamentos. A preocupação tem que ser em viabilizar a melhor estrutura possível para levar os serviços de saúde a toda a população, enfrentando as dificuldades existentes e buscando soluções para os problemas, sempre tendo ao lado técnicos qualificados”, salienta.

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