Quando a educação não é levada a sério

Vivemos em tempos difíceis nas finanças do estado do Rio Grande Do Sul, mas este estado de crise, vem se arrastando há muito tempo. Muitos governos já passaram e a crise continua a se agravar. Já se passaram três anos do governo Sartori do PMDB. É um tempo longo. O governo teve tempo para cortar gastos e atrair novos investimentos, sem contar que do ângulo político, o governador se dá ao luxo de ter na presidência da República seu “companheiro” de partido, Michel Temer.
O que poderíamos dizer que seria um elo facilitador para liberação de recursos e outros benefícios fiscais do governo federal. Mas não vejo nada disto acontecendo, pelo contrário, nosso estado só vai afundando cada dia mais, em várias áreas, como a educação, segurança pública e saúde. Estamos em colapso. O estado não garante o mínimo nestas três áreas mais essenciais para a população.
Hoje estamos vivenciando uma das maiores greves dos trabalhadores da educação do estado, onde é reivindicado o básico dos direitos trabalhistas, como o salário em dia, já que há dois anos não se tem este “privilégio”. Os professores do estado também lutam para que o sagrado 13° salário seja pago de forma integral como a lei manda. Ao contrário disto, o governo parcela a gratificação natalina em 12 vezes.
Ora, isto tudo o que estão fazendo com os profissionais da nossa educação é um absurdo tremendo, logo a área de uma sociedade que leva a transformação social. Para o nosso país ter uma melhora social isto passa principalmente pela área da educação.
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”(Paulo Freire).
Há alguns dias venho acompanhando nas redes sociais pais preocupados com o final do ano letivo de seus filhos, culpando os professores por todos os transtornos que a greve causará. Ora, não podemos ser tão egoístas e culpar justamente o lado que vem sendo massacrado. A greve é o instrumento legal para cobrar os direitos trabalhistas.
O básico da luta dos trabalhadores da educação são direitos essenciais: o pagamento integral do 13° salário e o pagamento em dia dos vencimentos. Afinal, um chefe de família pode trabalhar sem seu salário? Como manter o sustento de uma família sem dinheiro? Encerro esta coluna desejando sucesso e dignidade aos profissionais da educação. Que o próximo governo tenha mais capacidade de gestão para valorizar esta classe tão importante para a nossa sociedade.
Até a próxima!

