SAÚDE

Protocolos de saúde de Cachoeirinha são utilizados em missão na Guiné-Bissau

A bandeira de Cachoeirinha foi pendurada em um país africano através do trabalho voluntário do engenheiro de produção Sandro Pereira, proprietário da DS Médica, empresa que presta serviços de manutenção nos equipamentos médicos e odontológicos do município. Sandro esteve na manhã desta
segunda-feira, 13 de junho, apresentando os resultados desse trabalho ao secretário de Saúde de Cachoeirinha, Amir Selaimen.

O titular da SMS agradeceu a parceria com a DS Médica e a doação de uma autoclave para o município, realizada há cerca de 20 dias. “Ficamos muito satisfeitos de nossos protocolos serem utilizados como base em um país onde os cuidados com a saúde são tão precários e as pessoas necessitam tanto de atendimento”, destacou Amir.

A missão Caminho de Restauração surgiu com a iniciativa de um dentista de Canoas, Ingo Radtke, que reside em Guiné-Bissau desde 2008 para tocar o projeto de melhoria na saúde pública do país africano. No projeto trabalham
profissionais do Brasil, Espanha, França, Alemanha, entre outros, todos deforma voluntária. A missão conta com o apoio da ONU.

Sandro esteve em Guiné-Bissau pela primeira vez em 2014, quando fez a instalação dos aparelhos médicos e odontológicos da primeira Unidade de Referência de Saúde em Guileije, cidade que fica a 230 quilômetros da
capital, Bissau. Atualmente, a unidade é referência para toda Guiné-Bissau e para o Senegal, país que faz fronteira com o primeiro.O engenheiro revelou também que os protocolos de saúde de Cachoeirinha  serviram como exemplo na Unidade de Referência de Guiné-Bissau. As áreas principais dos protocolos que foram seguidos são vacinação, acolhimento e triagem médica.


Na visita realizada entre maio e junho de 2016, Sandro ficou 15 dias em Guiné-Bissau se ocupando da manutenção dos equipamentos médicos e odontológicos na Unidade de Referência em Guileije, e da recuperação da sala cirúrgica e das salas de parto no Centro Médico Emanuel, na capital Bissau. “O atendimento nesse hospital, que é junto a um orfanato, aumentou em 40%, e na Unidade de Referência em Guileije cresceu 30%”, relatou Sandro.

O proprietário da DS Médica esclareceu que o país é extremamente pobre e não há empresas que façam a manutenção dos equipamentos de saúde. “Os países africanos recebem doações de outros países, mas quando os aparelhos estragam costumam ficar em depósitos, inutilizados”, comentou Sandro. O engenheiro afirmou ainda que lhe chamou a atenção a receptividade do povo de Guiné-Bissau. “O que me motiva a participar desse projeto é o carinho das pessoas. Eles estão sempre com um sorriso no rosto. E o pouco que tem,
querem dividir”, declarou.

Sandro já está se programando para uma próxima viagem ao país em dezembro deste ano, quando fará a manutenção dos equipamentos do Hospital Público de Bissau.

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