Projeto sugere para a prefeitura de Cachoeirinha o Ecoponto Móvel
Caminhão iria até a casa das pessoas fazer a coleta do lixo que não pode ser descartado nos containers
Cachoeirinha – O vereador Fernando Medeiros, com a assinatura de Otoniel Gomes e Paulinho da Farmácia, apresentou na Câmara o projeto indicativo para a prefeitura criar um Ecoponto Móvel. A proposta é de ser disponibilizado um caminhão para fazer a coleta do lixo que não pode ser descartado nos containers, como sofás, camas, armários, colchões, podas de árvores e outros materiais considerados inertes.
Medeiros disse à reportagem que teve a ideia depois de ter ouvido uma mensagem enviada por uma moradora de Cachoeirinha para um programa de uma rádio da capital que debatia o problema do lixo acumulado no Rio Gravataí. A moradora, segundo ele, disse que não tinha dinheiro para pagar um transporte do seu lixo até um Ecoponto.
Na Tribuna, o parlamentar comparou o investimento a ser feito com o que está sendo gasto com a empresa que está fazendo o recolhimento do lixo no Rio Gravataí. “Daria para pagar por mais de 10 anos um caminhão e uma equipe de três ou quatro pessoas para fazer o recolhimento deste entulho.” Muitos destes resíduos, salientou Medeiros, acaba indo parar nos arroios e contribuindo para poluir o rio.
Otoniel Gomes acrescentou que presenciou, juntamente com dois assessores, um descarte irregular de poda de árvores que seria feita no Arroio Passinho. Um caminhão muck desceu a Fritz Beise e o vereador o seguiu. Quando os homens perceberam que estavam sendo observados e fotografados, desistiram de jogar o lixo na margem do arroio. Gomes disse ainda que moradores de municípios vizinhos têm usado os dois Ecopontos em Cachoeirinha e que a conta para a destinação dos resíduos para um aterro sanitária acaba sendo paga com recursos do orçamento da prefeitura.
O projeto dos vereadores é indicativo porque eles não podem legislar sobre esse assunto. Cabe ao prefeito decidir se envia ou não um projeto para a Câmara avaliar. A sugestão dos parlamentares é semelhante a um projeto que existe em Porto Alegre, o Bota-Fora. O DMLU tem um cronograma semanal passando pelos bairros para recolher o que é deixando nas calçadas durante à noite. Esta semana, o prefeito Cristian Wasem recebeu de um morador informações sobre como funciona o Bota-Fora na capital.


