Gravataí

Projeto Shalom Gravataí leva a força da capoeira para a Casa de Cultura

A iniciativa também vem levando a capoeira de Gravataí para outras cidades.

Gravataí – A capoeira como expressão cultural, identidade e instrumento de transformação foi o tema do encontro realizado na Casa de Cultura de Gravataí. O capoeirista Cristian Campelo, conhecido como Monitor Caixa, e alunos do Projeto Shalom Gravataí estiveram no espaço para apresentar o trabalho desenvolvido no município e compartilhar a trajetória da iniciativa com a Secretaria Municipal de Cultura.

Recebidos pelo secretário municipal de Cultura, Patrick Silva, e pelo secretário adjunto de Cultura, Giulliano Pacheco, Cristian e os alunos apresentaram as ações desenvolvidas pelo projeto, que utiliza a capoeira para promover não apenas a prática esportiva, mas também a valorização da cultura, da musicalidade, da ancestralidade, da disciplina, da convivência e do respeito. A capoeira, reconhecida como patrimônio cultural imaterial, reúne elementos como música, dança, movimento, história e tradição, mantendo viva uma manifestação que faz parte da identidade cultural brasileira. Em Gravataí, o trabalho desenvolvido pelo Shalom busca aproximar essa expressão cultural de crianças, jovens e adultos.

Para o secretário Patrick Silva, iniciativas como o projeto contribuem para fortalecer e democratizar o acesso às manifestações culturais.“A capoeira é uma expressão cultural que carrega história, identidade, ancestralidade e conhecimento. Receber o Cristian e os alunos na Casa de Cultura é reconhecer a importância de quem trabalha diariamente para manter essa manifestação viva em nossa cidade. Projetos como o Shalom aproximam a cultura das comunidades e mostram que a cultura também é uma ferramenta de formação, inclusão e transformação social”, destacou Patrick.

Cultura que forma e transforma

Aos 26 anos, Cristian Campelo coordena um trabalho que atende alunos de diferentes idades. As turmas contemplam crianças de 3 a 6 anos, de 7 a 11 anos e alunos a partir dos 12 anos, incluindo jovens e adultos. Além dos aspectos culturais, o projeto desenvolve um trabalho de inclusão, acolhendo crianças autistas com diferentes necessidades de suporte e respeitando as particularidades de cada participante.

A iniciativa também vem levando a capoeira de Gravataí para outras cidades. Os alunos já participaram de competições e atividades em Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Esteio, Bom Princípio e Porto Alegre, conquistando resultados e levando o nome do município para diferentes regiões do Estado.

As aulas acontecem às terças e sextas-feiras, na ASSUSCAPS, na Rua Jornal do Comércio, 164, em Gravataí.

Fortalecimento da cultura local

A aproximação do projeto com a Secretaria Municipal de Cultura reforça a importância de valorizar iniciativas que preservam e difundem manifestações culturais no município. Com o crescimento das atividades, o Shalom Gravataí também busca apoiadores e parceiros que possam contribuir para a continuidade e ampliação do trabalho, possibilitando que mais crianças, jovens e adultos tenham contato com a capoeira e com os conhecimentos culturais que ela carrega.

Mais do que formar atletas, o Projeto Shalom Gravataí trabalha para formar cidadãos e manter viva a cultura da capoeira, fortalecendo vínculos, valorizando a identidade cultural e criando novas oportunidades por meio da arte, da tradição e da educação.

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