GRAVATAÍ

Projeto busca padrinhos para crianças acolhidas em Gravataí

A iniciativa possibilita que padrinhos e madrinhas acompanhem os afilhados em momentos de convivência, lazer e outras atividades, oferecendo presença, afeto e uma referência de confiança

Gravataí – O Projeto Apadrinhar busca pessoas interessadas em construir vínculos afetivos com crianças e adolescentes que vivem em serviços de acolhimento institucional de Gravataí. A iniciativa possibilita que padrinhos e madrinhas acompanhem os afilhados em momentos de convivência, lazer e outras atividades, oferecendo presença, afeto e uma referência de confiança.

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Instituído pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e pela Organização de Apoio à Adoção e Assistência Social (ELO), o projeto conta com o apoio da Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria Municipal da Família, Cidadania e Assistência Social (SMFCAS), em parceria com o Juizado da Infância e da Juventude. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail [email protected]. O processo inclui apresentação da documentação necessária e participação em oficinas formativas, que fazem parte da preparação dos candidatos.

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O público encaminhado ao apadrinhamento é definido a partir da avaliação das equipes responsáveis pelos serviços de acolhimento, considerando a história, as necessidades e o interesse de cada criança ou adolescente. O projeto possui uma importância especial para adolescentes, que muitas vezes permanecem por períodos mais longos nos serviços de acolhimento e podem encontrar mais dificuldades para estabelecer vínculos afetivos fora do ambiente institucional.

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A intenção é garantir que os voluntários compreendam o significado do apadrinhamento e estejam preparados para estabelecer uma relação responsável e respeitosa. Cada criança e adolescente possui uma história única, e o vínculo será construído respeitando suas necessidades, seu tempo e suas particularidades.

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O apadrinhamento afetivo não significa adoção e também não envolve obrigação financeira. A proposta é oferecer presença, disponibilidade e afeto, construindo uma relação de confiança e convivência. O padrinho ou madrinha pode acompanhar o afilhado em atividades de lazer, passeios, momentos de convivência e outras experiências, sempre respeitando as orientações das equipes responsáveis e as características de cada criança ou adolescente.

“O padrinho e a madrinha serão aqueles para a criança como referência de suporte, vínculo e afeto. Aquele dindo ou dinda que pega no final de semana para passear, que leva nas férias, que dá suporte emocional, sem possuir atrelamento financeiro, apenas vínculo e afeto”, explica Cristiane Santos da Rosa, coordenadora do Departamento da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal da Família, Cidadania e Assistência Social (SMFCAS).

“O que uma criança ou um adolescente precisa é saber que existe alguém que se importa, que lembra dele, que quer saber como ele está e que está disposto a construir uma relação de confiança. O apadrinhamento pode representar essa referência afetiva. Para os adolescentes, pode ser uma oportunidade de ampliar horizontes, fortalecer a autoestima, estimular a autonomia e ajudá-los a perceber novas possibilidades para o futuro”, afirma a psicóloga da ELO, Tássita Medina.

Como se inscrever

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo e-mail [email protected]. Após a inscrição, os candidatos receberão por e-mail as orientações sobre a documentação necessária e as demais etapas do processo.

Como parte do processo de preparação, serão realizadas oficinas formativas na sede da ELO (Rua Pio XII, nº 35, bairro Oriço). A agenda dos encontros está em fase de planejamento e será informada posteriormente aos inscritos.

Os interessados podem obter mais informações e esclarecer dúvidas pelo WhatsApp da psicóloga Tássita Medina: (51) 99134-8864.

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